Saúde e Bem estar

Mãe faz apelo para salvar o filho com câncer raro em Três Lagoas

Conheça a saga da mãe Lidiane e saiba como ajudar Victor Hugo

Bruna Taiski
22/09/20 às 09h27
Lidiane e Victor Hugo.

Quando o filho mais velho completou seis anos de idade, a três-lagoense Lidiane Oliveira Coelho de Souza, viu sua vida virar de cabeça para baixo. O pequeno Victor Hugo foi diagnosticado com um tipo raro de câncer, o Linfoma de Burkitt.

O linfoma de Burkitt é um tipo de câncer do sistema linfático, que afeta particularmente os linfócitos, que são as células de defesa do corpo. Este câncer pode estar associado à infecção pelo vírus Epstein Barr (EBV), pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), mas também pode surgir de alguma alteração genética.

Geralmente, este tipo de linfoma se desenvolve mais em crianças do sexo masculino do que em adultos e atinge com mais frequência órgãos da região do abdome.

“Em Junho ele começou a sentir fortes dores na barriga, levei ao UPA e eles falaram que eram somente ‘gases’. Voltei para a casa e os médicos disseram para retornar depois de quatro dias.

Voltei, fizeram exame de sangue e não deu nada alterado. Ficamos quase o mês de Junho inteiro assim. No final de Junho, mandei fazer ultrassom abdominal completa em uma clínica particular. Chegando o resultado o médico me disse ‘mãe, corre com o seu filho, porque o que ele tem é grave – é um nó nas tripas. Fui direto para o Hospital Auxiliadora.

No dia 03 Julho fizemos mais exames no Auxiliadora, a ambulância nos levou ao Hospital Regional de Campo Grande. Chegando na capital, os médicos fizeram uma massagem na barriga dele, após dois dias disseram que o nó estava desfeito e nos liberaram para ir para casa.

Não deu uma semana após nossa volta, meu filho começou a sentir muitas dores e diarreia. Levei ao hospital novamente, e o médico até indagou ‘mas mãe, não operaram o seu menino ainda?’ eu respondi que não, e ele informou preocupado ‘Eles terão que operar urgente’.

Novamente fomos a Campo Grande, chegamos lá fizeram um monte de exames, ele operou e ao final da cirurgia a cirurgiã pediátrica olhou para mim na sala de espera e falou: ‘mãe, tenho algo muito triste para te contar...O seu menino pode estar com câncer’, eu indaguei como isso era possível, ela contou que ele estava com uma massa estranha próxima ao intestino. Mandaram para a biopsia para a confirmação do câncer e foi confirmado. Linfoma de Burkitt, considerado maligno”.

Ao receber a notícia, Lidiane conta que se sentiu apavorada. Mas, escondeu suas angústias do pequeno. Para ela, o filho deve sentir o mínimo possível de tristeza e medo, por isso, até mesmo quando se hospedaram na Casa de Apoio AACC, da capital, ela decidiu ficar por pouco tempo e alugar uma casa para que ele não ouvisse ou soubesse sobre crianças e adolescentes que faleceram em decorrência do câncer.

“Quando recebi a notícia meu mundo caiu, ainda mais que só estava Deus, eu e ele lá. Foi um momento difícil para mim, até questionei a Deus o porquê do meu filho ter que passar por esse momento difícil. O que eu sinto nesse momento é medo...tristeza, mas jamais deixarei de confiar em Deus, porque ele prometeu a vitória para o meu filho e creio que irá cumprir. Deus prometeu que ele já está curado, em nome de Jesus Cristo. Eu creio, mas sou um ser-humano, tenho medo, eu entro em apavoro – tudo isso estou sentindo. Só não sei como expressar as vezes.

"Às vezes fico olhando para ele e penso “porque senhor? Porque de tudo isso? Ele tem apenas seis anos”

Lidiane e Victor Hugo - Arquivo pessoal.

 Ficamos quinze dias no hospital, ele fez quimioterapia e tudo o que era necessário. Saímos de lá e fomos para a Casa de Apoio da ACC. Lá é um lugar ótimo, mas optei sair, pois tenho uma filha de três anos. Fora que lá nos vivíamos coisas boas e coisas ruins...Eu tenho medo dele ouvir ou ver o que aconteceu por lá, um adolescente e uma criança de dois anos que faleceram. Tenho medo dele pensar que isso possa acontecer com ele. É um momento muito delicado, difícil, por isso optei por alugar uma quitinete”.

Para ajudar

"Eu oro com ele toda vez que ele sente medo, eu oro com ele toda vez que ele vai dormir".

O tratamento do Victor é feito por quimioterapia em Campo Grande. Toda ajuda é bem-vinda, desde uma ajuda financeira, cestas, produtos para rifar, entre outros.

As doações em dinheiro podem ser feitas por meio da seguinte conta:

 Agência: 208-9

C/c:71961-7

Banco do Brasil

Contato da mãe: 67 9849-8398.

“A população pode nos ajudar, com o que puder! Com ajuda financeira, uma cesta, o que quiser ajudar...Sendo dado de coração eu agradeço”.

“Vou confessar para vocês, essa dor que estou sentindo, eu não desejo para ninguém, porque é tão insuportável, que você olha para o céu e por mais lindo que ele esteja, mais claro, por mais brilhoso que o sol esteja, parece que está sempre escuro. Mas eu creio, Deus é o médico dos médicos, creio que ele já está curado. Ele está em um momento complicado, com medo, mas eu não deixo ele ver que eu também estou, eu oro com ele toda vez que ele sente medo, eu oro com ele toda vez que ele vai dormir, eu faço o possível e o impossível para agradar o meu filho, para tirar esse medo e deixar ele sempre sorrindo...Mas eu não consigo mais sorrir, não consigo mais ficar brincando, não consigo, porque dentro do meu coração o meu medo é tão grande de perde-lo. Agradeço a quem for me ajudar de alguma forma e desejo que Deus dê mil vezes mais”. 

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