Para alguns, isso pode parecer frescura e até mesmo exagero, mas as doenças da beleza são reais e cruéis com as mulheres.
“Atualmente vivemos a era do culto ao corpo, em que vaidade e obsessão são separadas por uma linha tênue e perigosa. É saudável e devemos sim ter o hábito de cuidar do nosso corpo e da nossa aparência, porém, a partir do momento que esses cuidados passam a ser excessivos, desgastantes, inflexíveis e trazem sofrimento, angústia e prejuízos, a situação deve ser encarada como um transtorno. Todo comportamento disfuncional deve ser considerado um problema.” – diz a psicóloga Janaína Catolino.
Conforme Janaína, tudo começa gradativamente, de forma sutil, o cuidado com o corpo acaba se tornando um vilão para a saúde e muitas vezes, para a vida.
“São através de pequenas situações cotidianas que podemos perceber que algo não vai bem, como: acordar muito mais cedo para se arrumar, sentir culpa quando falta a academia ou quando consome algo fora de sua restrita alimentação, recusar ou faltar a compromissos sociais por não se sentir bem com sua imagem, contar calorias de todos os alimentos, se afastar de pessoas por medo de não ser aceito, enxergar defeitos que ninguém mais vê, entre outros”.
“Esses sintomas vão se intensificando até o momento em que a pessoa sente que perdeu o controle e inicia métodos mais invasivos como uso de laxantes e diuréticos, vômitos intencionais, jejum por longo período ou dietas desequilibradas. Por serem atitudes aceitas e esperadas pela sociedade, muitas vezes as pessoas demoram a entender e aceitar o problema".
