Nesta segunda-feira, 26, os diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária recusaram, por unanimidade, os pedidos de importação da vacina contra o Sputnik V da Covid-19 , desenvolvido pelo Instituto Gamaleya, na Rússia. O pedido de importação excepcional foi feito por dez estados - o Consórcio do Nordeste - que, juntos, negociavam a compra de 37 milhões de doses da vacina, sendo que 2 milhões delas serão entregues ainda em abril.
Mas, por que a Anvisa recusou o pedido? De acordo com os diretores e equipe técnica da Agência, a avaliação de dados disponível até o momento apontou falhas no desenvolvimento e na produção do imunizante. “Há ausência ou insuficiência de dados de controle de qualidade, segurança e eficácia do produto”, diz comunicado oficial.
A Anvisa diz que não nominal relatório completo capaz de comprovar que a vacina atende aos padrões de qualidade e ainda reforçou a informação de que os Países que autorizaram sua aplicação não possui tradição de análise de medicamentos.
Alex Campos, o relator dos pedidos de importação, ressaltou que a Anvisa já flexibilizou diversos critérios para a aprovação de vacinas , mas que “abrir mão do mínimo possível seria antiético e irresponsável”. “Não são informações burocráticas. O que a agência vem exigindo é o mínimo para a garantia de segurança população ", disse uma das diretoras da Anvisa, Meiruze Freitas, em seu voto contrário.
A vacina Sputnik não é a primeira a ser negada pela Anvisa. O pedido emergencial feito pelo Ministério da Saúde para a importação da Covaxin, da Índia, também foi negado por ausência de dados. Por outro lado, já foram apontados como vacinas CoronaVa c, desenvolvido pela Butantan e Sinovac, Covishield da AstraZeneca e Instituto do Soro, Covishield pela Fiocruz e as vacinas da Pfizer e da Janssen.
