A vacinação contra a Covid-19 começou no Brasil e o desafio agora é outro: conseguir as doses suficientes para imunizar a população. Segundo nota do Ministério da Saúde enviada ao UOL, o governo trabalha com a expectativa de que a população esteja vacinada em 2022.
É que não há ainda um cronograma definido pelo governo, apesar de o ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandoski ter solicitado que o ministério apresente as datas, ainda não há um calendário definido.
O que se sabe é que o Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19 prevê três fases para os grupos de risco com a imunização de 50 milhões de pessoas em 4 meses. Não há datas para as fases, já que tudo depende de quantas doses serão entregues pelos laboratórios e da aprovação da Anvisa.
Nesse momento o Brasil vive um impasse com a Índia, de onde viriam 2 milhões de doses da vacina de Oxford. O país decidiu exportar para seus vizinhos e aliados num primeiro momento e deixou o Brasil de fora dessa lista inicial. A chegada dessa vacina pode demorar bem mais do que o previsto.
Outro desafio é conseguir a matéria prima para a fabricação da vacina. O chamado IFA, é o ingrediente ativo da vacina e, tanto o IFA da CoronaVac, quanto o IFA da vacina de Oxford são fabricados na China. O país também não liberou ainda a exportação do material e os ataques repetidos do governo Bolsonaro à China são encarados como um complicador nas negociações.
Até agora, foram distribuídas no Brasil apenas 6 milhões de doses, número bem abaixo do total necessário. Confira os grupos de cada uma dessas fases:
