Um roubo espetacular no Museu do Louvre, em Paris, chocou o mundo neste domingo (19). Ladrões profissionais levaram oito objetos de "valor incalculável" da Galerie d'Apollon, uma das salas mais prestigiadas do museu, em uma operação que durou apenas quatro minutos - menos tempo do que as autoridades previam inicialmente.
Entre as peças históricas desaparecidas estão:
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A tiara da coleção da Rainha Maria Amélia e da Rainha Hortênsia
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O colar de safiras do mesmo conjunto real
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Brincos que complementam o conjunto das rainhas
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O colar de esmeraldas da coleção de Maria Luísa
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Brincos de esmeralda do mesmo conjunto
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A tiara da Imperatriz Eugénia
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O grande laço do corpete da imperatriz
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Um broche relicário de valor histórico inestimável
Uma nona peça, a coroa da Imperatriz Eugênia - esposa de Napoleão III - foi recuperada do lado de fora do museu. A peça, ornamentada com 1.354 diamantes e 56 esmeraldas, sofreu danos durante o roubo, aparentemente por ter sido deixada cair pelos ladrões durante a fuga.
A ministra da Cultura francesa, Rachida Dati, revelou à TV francesa TF1 que a operação foi extremamente rápida e eficiente. "Para ser sincera, a operação durou quase quatro minutos. Foi muito rápida! Temos que admitir que são profissionais", afirmou a ministra, acrescentando que "o crime organizado hoje tem como alvo objetos de arte e os museus".
Curiosamente, os ladrões ignoraram o mundialmente famoso diamante Régent, avaliado em mais de US$ 60 milhões pela Sotheby's, que estava abrigado na mesma galeria. A escolha seletiva das peças roubadas sugere um planejamento meticuloso e conhecimento específico do acervo.
As autoridades francesas já iniciaram uma investigação aprofundada sobre o caso, que expõe a vulnerabilidade de mesmo das instituições culturais mais seguras do mundo frente ao crime organizado especializado em arte.