Imagine transformar cada refeição em um momento especial, sem pressa, sem distrações, apenas você e o prazer de saborear cada mordida. Parece relaxante? O mindful eating, ou “comer consciente”, propõe exatamente isso: resgatar a conexão com a comida e aproveitar cada detalhe, dos aromas às texturas, criando uma relação mais equilibrada e prazerosa com a alimentação.
Mais que uma tendência, essa prática ajuda a diferenciar fome física de vontade de comer, melhora a digestão e até reduz o estresse, pelo convite à atenção plena que faz. Ao lado dela, outra abordagem vem ganhando força: o comer intuitivo, um método científico criado por nutricionistas americanas que propõe dez princípios para fazer as pazes com a comida e com o corpo.
Quer saber como trazer isso para o dia a dia? A Gente te mostra:
Mindful eating
é o ato de prestar atenção, conscientemente, ao ato de comer, como se fosse uma meditação. A prática simboliza estar presente no momento da refeição, percebendo os sabores, aromas, texturas e sensações, sem distrações.
Parece simples, mas na correria do dia a dia, quantas vezes você realmente sente o gosto da comida antes de engolir?
Estudos apontam que essa prática pode contribuir para a redução do estresse, melhor digestão e controle da alimentação emocional. Além disso, o mindful eating também ensina a diferenciar fome física e fome emocional, trazendo mais equilíbrio e prazer para cada refeição.
Princípios da alimentação consciente:
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Comer por razões físicas, e não emocionais
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Reconhecer a fome física e comer até ficar satisfeito
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Aceitar todos os tipos de alimento, sem julgamentos
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Prestar atenção às sensações de fome e saciedade
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Saborear a comida, comendo lentamente e sem distrações
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Respeitar o corpo e suas necessidades individuais
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Focar no bem-estar geral, e não apenas no peso
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Sentir o prazer de comer
O comer intuitivo (CI) é uma abordagem científica criada e desenvolvida pelas nutricionistas americanas Evelyn Tribole e Elyse Resch, autora do livro Intuitive Eating, já em sua quarta edição e com tradução para o Brasil.
Mas o que significa “intuitivo” aqui? Não tem nada de místico. A palavra remete a uma sabedoria interior para guiar o ato de comer, que é diferente de “alimentação”. Alimentação envolve aspectos culturais, sociais e econômicos; comer é o ato voluntário de colocar comida no corpo.
As autoras definem comer intuitivo como um estilo flexível de alimentação em que você permanece amplamente fiel às suas sensações internas de fome e saciedade para avaliar quando comer, o que comer e quando parar.
O objetivo é ajudar as pessoas a confiarem no próprio corpo, a comer de acordo com os sinais internos, a melhorar sua relação com a comida e a abrir mão de dietas restritivas e regras externas.
Os 10 princípios do comer intuitivo
A abordagem usa dez princípios como guias para fazer as pazes com a alimentação e o corpo. Eles podem ser seguidos em sequência ou trabalhados na ordem que fizer mais sentido para cada pessoa.
1. Rejeitar a mentalidade de dieta
2. Honrar a fome
3. Fazer as pazes com a comida
4. Desafiar o policial alimentar
5. Sentir a saciedade
6. Descobrir o fator satisfação
7. Lidar com as emoções com gentileza
8. Respeitar o seu corpo
9. Movimentar-se — sentindo a diferença
10. Honrar a saúde com uma nutrição gentil