Quem não lembra daquela famosa frase
“gentileza gera gentileza”?
Uma vez tão prezada pela sociedade, hoje quase não se vê presente. Em meio a correria, estresse e hiperconectividade, a capacidade de olhar para o outro parece ter ficado em segundo plano. Mas será que a gentileza realmente desapareceu, ou apenas deixamos de enxergá-la?
Uma leitora da Rara Gente compartilhou sua história. Recentemente, em um voo que teve problemas técnicos, os passageiros precisaram esperar por horas até o novo embarque. Uma situação estressante e difícil para todos. Mas, segundo ela, muitos agiram com impaciência, tornando a experiência ainda pior.
Jovens sentados enquanto idosos esperavam em pé. Falta de paciência. Falta de tato social. A cena levanta uma questão incômoda:
quando foi que a sociedade deixou de se importar com o próximo?
A gentileza não é algo fácil de se ver se não estivermos abertos a ela. Gentileza é ação sutil do amor.
Pequenas ações, grandes impactos
Elogiar o trabalho de alguém, ser empático, oferecer ajuda, segurar a porta, dar bom dia. São ações simples que fazem toda a diferença no dia a dia, tanto para quem pratica quanto para quem recebe.
De acordo com especialistas, os atos gentis conectam e beneficiam as pessoas de maneira profunda. São pequenas ações do dia a dia, como dar bom dia e ajudar alguém a carregar algo, que estão relacionadas ao olhar para o outro e perceber o que ele está necessitando.
A gentileza está diretamente ligada à
empatia.
Não são grandes feitos, está muito mais ligado a esse olhar para quem está ao lado.
Estudos recentes têm demonstrado que praticar a gentileza não é apenas um gesto moral, é um investimento na
própria saúde mental.
Algumas pesquisas mostram que, quando colocado como meta praticar pequenas ações de gentileza ao longo do dia, pode ajudar a aliviar ansiedade, trabalhar a depressão e até elevar a autoestima.
Uma pesquisa da Universidade Harvard aponta que pessoas que desenvolvem comportamentos de gentileza e altruísmo são mais felizes do que aquelas que não o fazem.
Quando a gentileza vira autossacrifício
Ajudar o outro é, em geral, visto como uma virtude. Mas existe um ponto em que a gentileza deixa de ser saudável e começa a custar caro demais, principalmente para quem está sempre disponível.
Pessoas que dizem “sim” para tudo costumam abrir mão do próprio tempo, energia e até desejos pessoais para atender às necessidades alheias. À primeira vista, parece altruísmo. Mas, em muitos casos, trata-se de um padrão chamado autossacrifício, um excesso de doação que ultrapassa o equilíbrio.
Assim como o egoísmo em excesso desequilibra as relações, o autossacrifício também tem seus riscos. Gentileza saudável não exige que você se anule. É possível ser gentil sem deixar de cuidar de si mesmo.
Como resgatar a gentileza no dia a dia
Pequenas mudanças de comportamento podem ajudar a trazer a gentileza de volta à rotina:
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Cumprimente as pessoas com um “bom dia” genuíno
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Ofereça ajuda a quem parece estar precisando
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Elogie o trabalho ou a atitude de alguém
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Pratique a paciência em filas e situações de espera
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Ceda o lugar para idosos, gestantes ou pessoas com dificuldade
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Escute sem interromper, às vezes, o outro só precisa ser ouvido
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Aceite gentilezas sem se sentir em dívida ou constrangido