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Desconecte-se: como transformar o fim de semana em um refúgio longe das telas

Em uma sociedade obcecada por tecnologia, pequenas atitudes podem resgatar o prazer da leitura, do contato com a natureza e das relações presenciais.

Da Redação
24/04/26 às 14h53

Em nossa sociedade obcecada por tecnologia, os smartphones parecem ser tão essenciais quanto nossas carteiras quando saímos de casa. Se saímos acidentalmente sem o celular, entramos em pânico. A boa notícia é que ainda há tempo de resgatar o prazer das atividades offline. Aproveite o final de semana e faça o teste: desligue-se um pouco e reconecte-se com o que realmente importa.

(Foto: Freepik)

Leia um bom livro

Essa pode parecer a dica mais simples e fácil de se recorrer. Afinal, nada como um livro que nos traz conforto, aconchego e nos leva para viajar para uma outra realidade com histórias, personagens, contos e vivências. Pode ser um romance, uma obra de poesia, terror, suspense ou fantasia. O importante é buscar um gênero literário que gere interesse e possa proporcionar lazer e tempo de desconexão.

Com as rápidas leituras de legendas no Instagram, tweets com mínimos caracteres e posts no Facebook, estamos perdendo a capacidade de concentração e de passar muito tempo em uma atividade de leitura que demande mais dedicação. É um desafio, mas não é algo impossível. Comece com um livro pequeno e vá progredindo.

Faça uma caminhada na natureza

Parques e praças unem várias sensações e benefícios ao mesmo tempo, porque nos colocam em contato com a natureza e a vegetação, propiciam ar fresco e ainda podem ser um ótimo espaço de contemplação e reflexão. Uma caminhada, corrida, passeio com o cachorro ou um piquenique com pessoas queridas são ótimas atividades a serem feitas nesses espaços.

Se possível, tente deixar o celular em casa ou pelo menos no modo silencioso para que ele se torne um mero acessório para atender necessidades específicas, pelo menos nesse momento. Tudo bem tirar um tempo para fazer uma fotografia, mandar uma mensagem importante ou checar um e-mail urgente, mas é necessário sabermos elencar nossas prioridades.

Invista em hobbies criativos. (Foto: Benjamin White/Unsplash)

Visite museus, cinemas e teatros

A arte nos ajudou a passar pelo período da pandemia. Ela foi muito importante para higienizar nossa mente, nos tirar da dor, da angústia e do desespero em ver as pessoas que amamos adoecendo ou indo para o hospital. Não foi um momento fácil e a arte esteve do nosso lado, como diversão, protesto, contestação e construção de outros mundos possíveis. Vamos continuar a valorizá-la?

Agora de forma presencial, há diversos programas nas cidades que podem ser aproveitados durante a semana ou até mesmo no sábado e domingo. Alguns museus não cobram entrada em dias específicos, outros são totalmente gratuitos. Há diversos cinemas públicos e promoções de filmes de vez em quando, assim como o teatro, uma expressão artística que une o corpo em movimento, a voz, as vestimentas, as expressões e o cenário para produzir narrativas e contar histórias.

Mão na massa: atividades criativas

Que tal se inscrever em aulas de cerâmica ou gastronomia? Conectar-se com a argila e a produção artesanal é uma atividade importante para a nossa saúde mental e que estimula a criatividade com a produção de diferentes formatos e designs, imprimindo ali nossa subjetividade em forma material.

Assim também acontece com as aulas de culinária, que são ótimas para nos reconectar com os alimentos da nossa localidade, além de possibilitar a aprendizagem de produzir os pratos que amamos ou aqueles que lembram a infância. Comida envolve afeto, ancestralidade, conhecimento coletivo e faz parte da nossa herança cultural, nada melhor do que isso para nos fazer voltar para dentro.

Planeje atividades com amigos ou familiares

Se você prefere atividades em casa ou com pessoas do seu círculo social, planeje um encontro com comida, afeto e alguns jogos de tabuleiro ou de adivinhação que possam conectar vocês. Sempre há muito bom papo que pode render um ótimo momento em conjunto. Da mesma forma, esse encontro pode ser em uma sorveteria, restaurante ou uma praça pública.

Assim como os amigos, podemos fazer encontros com familiares e parentes que amamos, propondo as mesmas atividades ou adaptando-as, a depender da idade e interesses das pessoas. Sempre há espaço para a criatividade.

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