Pães de fermentação natural, kombuchas, missôs, chucrutes e iogurtes artesanais são apenas alguns exemplos de como a fermentação artesanal tem reconquistado espaço nas cozinhas ao redor do mundo.
A busca por uma alimentação mais consciente, com ingredientes menos industrializados, tem levado consumidores e chefs a redescobrirem técnicas ancestrais que proporcionam sabores profundos e benefícios à saúde.
A fermentação não apenas realça o gosto dos alimentos, mas também é reconhecida por melhorar a digestão e fortalecer a microbiota intestinal. O processo, que envolve a transformação natural de microrganismos, era comum nas culturas tradicionais, sendo passado de geração em geração como forma de conservar alimentos e agregar valor nutritivo.
Os benefícios comprovados
Os alimentos fermentados podem ser divididos em dois grupos: aqueles que contêm bactérias vivas e aqueles com bactérias que morreram durante a produção, como alguns pães, cerveja e vinho. Em ambos os casos, os benefícios existem.
Entre os principais benefícios documentados estão:
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Saúde intestinal
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Sistema imunológico
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Redução de inflamação
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Bem-estar mental
Os protagonistas da fermentação
Pão de fermentação natural:
Diferente do pão industrial, que usa fermento químico para crescimento rápido, o pão de fermentação natural passa por um processo lento que desenvolve sabores complexos e torna os nutrientes mais biodisponíveis.
Kombucha:
Esta bebida fermentada à base de chá verde ou preto ganhou o paladar brasileiro nos últimos anos. Ajuda na digestão e, consequentemente, pode favorecer a saúde da pele. Como a produção está associada ao chá, seu consumo também pode promover benefícios como controle dos níveis de colesterol e de glicose.
Kefir:
Espécie de iogurte menos espesso, resultado da fermentação de leite com grãos de kefir. Rico em lactobacilos, contribui para a digestão e contém vitaminas do complexo B e triptofano, aminoácido que participa da produção de serotonina.
Chucrute:
O clássico repolho fermentado alemão é fonte de fibras e vitaminas C e K. O ideal é consumi-lo cru e não pasteurizado, pois a pasteurização elimina as bactérias benéficas.
Miso:
Pasta fermentada de soja, sal e fungo koji, típica da culinária japonesa. É fonte de ferro, cálcio, potássio, vitaminas do complexo B e proteínas, além de ajudar pessoas com doença inflamatória intestinal.