Gastronomia

De pães de fermentação natural a kimchis artesanais, movimento resgata sabores profundos

A fermentação não apenas realça o gosto dos alimentos, mas também é reconhecida por melhorar a digestão e fortalecer a microbiota intestinal.

Da Redação - Rara Gente
19/03/26 às 14h35

Pães de fermentação natural, kombuchas, missôs, chucrutes e iogurtes artesanais são apenas alguns exemplos de como a fermentação artesanal tem reconquistado espaço nas cozinhas ao redor do mundo.

A busca por uma alimentação mais consciente, com ingredientes menos industrializados, tem levado consumidores e chefs a redescobrirem técnicas ancestrais que proporcionam sabores profundos e benefícios à saúde.

A fermentação não apenas realça o gosto dos alimentos, mas também é reconhecida por melhorar a digestão e fortalecer a microbiota intestinal. O processo, que envolve a transformação natural de microrganismos, era comum nas culturas tradicionais, sendo passado de geração em geração como forma de conservar alimentos e agregar valor nutritivo.

Kimchi (Foto: Reprodução)

Os benefícios comprovados

Os alimentos fermentados podem ser divididos em dois grupos: aqueles que contêm bactérias vivas e aqueles com bactérias que morreram durante a produção, como alguns pães, cerveja e vinho. Em ambos os casos, os benefícios existem.

Entre os principais benefícios documentados estão:

  • Saúde intestinal
  • Sistema imunológico
  • Redução de inflamação
  • Bem-estar mental

Os protagonistas da fermentação

Pão de fermentação natural: Diferente do pão industrial, que usa fermento químico para crescimento rápido, o pão de fermentação natural passa por um processo lento que desenvolve sabores complexos e torna os nutrientes mais biodisponíveis.

Kombucha: Esta bebida fermentada à base de chá verde ou preto ganhou o paladar brasileiro nos últimos anos. Ajuda na digestão e, consequentemente, pode favorecer a saúde da pele. Como a produção está associada ao chá, seu consumo também pode promover benefícios como controle dos níveis de colesterol e de glicose.

Kefir: Espécie de iogurte menos espesso, resultado da fermentação de leite com grãos de kefir. Rico em lactobacilos, contribui para a digestão e contém vitaminas do complexo B e triptofano, aminoácido que participa da produção de serotonina.

Chucrute: O clássico repolho fermentado alemão é fonte de fibras e vitaminas C e K. O ideal é consumi-lo cru e não pasteurizado, pois a pasteurização elimina as bactérias benéficas.

Miso: Pasta fermentada de soja, sal e fungo koji, típica da culinária japonesa. É fonte de ferro, cálcio, potássio, vitaminas do complexo B e proteínas, além de ajudar pessoas com doença inflamatória intestinal.

Kombucha (Foto: Freepik/Reprodução)
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