A produtora três-lagoense, Nath, conta que já passou por este sofrimento, “Quando eu era criança, me convenceram de que eu não devia gostar do meu cabelo. Devia prendê-lo, alisá-lo, fazer de tudo para escondê-lo. E eu obedeci. Passei horas queimando os cachinhos e se não o fizesse, sentia vergonha de mostrar minhas raízes crespas (que sempre insistiam em marcar presença)”.
Mas, em dado momento, perguntaram a produtora se ela estava feliz com aquilo. Foi quando ela percebeu que já não reconhecia a figura de cabelos lisos no espelho, onde decidiu mudar, o que foi segundo ela sem dúvida uma das melhores decisões que já tomou.
“Aticei os cachos e disse a mim mesma que, se alguém não consegue reconhecer a beleza deles, o problema está na pessoa, e não nas lindas florzinhas cacheadas que brotam da minha cabeça.
Hoje, meu cabelo se tornou minha identidade, ninguém fala de mim sem falar dele, e sinto que ele é uma parte da minha personalidade. Eu não seria a Nath sem ele, e sinceramente, não quero ser ninguém além de mim mesma”.