Excesso de informações, notícias negativas, isolamento social, aumento do custo de vida... são muitos os fatores que levam o indivíduo à exaustão mental. Nesse tempo, a atividade física tem sido o meio encontrado para diminuir a fadiga e proporcionar bem-estar em meio à sobrecarga emocional. Em casa, ao ar livre ou na academia, a adesão de praticantes de atividades aumentou.
O relatório anual da plataforma on-line de registro de atividades físicas Year in Sport, divulgado no final do ano passado, mostra que no período da pandemia dois milhões de novos integrantes em todo o mundo se cadastraram com intuito de iniciar uma atividade física. No Brasil, o crescimento foi de 5% no segundo semestre de 2020. No ano passado, os brasileiros percorreram 133,1 milhões de km, enquanto em 2019 o total foi 98,4 milhões de km registrados, segundo a plataforma.
Atividades em academias e parques já estão liberadas em diversas cidades do país, mas ainda há quem prefira ganhar condicionamento físico dentro de casa por meio de aplicativos, assistindo vídeos e seguindo dicas da internet. Contudo, embora pareça inofensivo e prometa bons resultados, a prática sem acompanhamento de um profissional de educação física pode ser perigosa, como alerta a especialista em fisiologia e prescrição dos exercícios e mestre em educação física, Débora Bento “O crescimento do uso destes aplicativos aumentaram os exercícios são benéficos, porém há um risco porque a pessoa não saberá o estado clinico que se encontra. Se for uma atividade de dança algo que não exija tanto esforço é aceitável, mas exercícios funcionais a pessoa deve se atentar para problemas articulares, hipertensão, diabetes porque o exercício pode prejudicar a condição clinica que ela já tem.
"Para quem não tem condições de pagar por um profissional comece com uma caminhada, fazer leves exercícios é melhor que não fazer nada". Débora Bento
Antes de qualquer prática de exercício físico a pessoa precisa ser orientada por um profissional, mesmo que este não fique com ela todos os dias, mas que tenha uma prescrição adequada. Hoje em dia existe alguns aplicativos, que eu até uso onde permite que você monte um treino para seu aluno e ele faça um treino em sua casa, em outro Estado, porém sempre tem antes uma avaliação clínica”.
Não fazer exercícios também é um risco, pois a saúde pode ficar debilitada mesmo que você não tenha uma doença crônica, “Há uns 40 anos atrás as doenças que mais matavam a população eram doenças infecciosas, por exemplo tuberculose, malária. Hoje em dia as doenças que mais matam são as doenças crônicas não transmissíveis como: a obesidade, diabetes, hipertensão, câncer, AVC e etc. Essas doenças surgem por conta do sedentarismo e estilo de vida, como uma má alimentação, após o surgimento raramente elas têm cura existe a medicação que irá controlar. O exercício físico já vem como um remédio e uma forma de prevenção”, disse Débora.
EXERCÍCIO X COVID
“Há duas situações, a pessoa que já tinha uma pratica de exercícios físicos e contraiu covid e a pessoa que nunca praticou nenhum. Tudo vai depender de como a pessoa estava antes da doença.
A pessoa que já praticava atividade física e após a recuperação da doença deseja voltar, deve ser feito de forma gradativa e sempre com um profissional, vale ressaltar que toda a atividade física deve ser orientada. Se a pessoa deve sua função pulmonar comprometida ela deve fazer um trabalho de reabilitação, este trabalho é feito com um fisioterapeuta e não pelo profissional de educação física. Depois deste processo aí ele começa a melhorar o condicionamento físico dele.
Para quem não contraiu mais deseja começar, o primeiro passo é procurar um profissional e este profissional precisa entender a sua necessidade clinica e a sua necessidade funcional.
O profissional de educação física irá fazer uma avaliação e diagnosticar como esta a saúde desta pessoa, após isso irá montar seu treinamento de acordo com o objetivo da pessoa. Para quem não tem condições de pagar por um profissional comece com uma caminhada, fazer leves exercícios é melhor que não fazer nada, sempre lembrando que se você tem um objetivo especifico o profissional deve ser procurado, as formulas magicas das blogueiras não irão funcionar”, concluiu Débora.