Nesta quarta-feira, 1º, celebramos o dia do bailarino em homenagem a data entrevistamos dois três-lagoenses que nos mostraram que a dança é sem dúvida uma das artes mais inclusivas e que para ser um bailarino basta ter amor pela arte.
Nesta quarta-feira, 1º, celebramos o dia do bailarino em homenagem a data entrevistamos dois três-lagoenses que nos mostraram que a dança é sem dúvida uma das artes mais inclusivas e que para ser um bailarino basta ter amor pela arte.
Lana Celine Lima de Souza, estudante e bailarina conta como a dança começou em sua vida, “Eu sempre fui uma criança gorda e desde cedo me fizeram perceber isso, então minha mãe, no entendimento dela de me ajudar e do que seria melhor pra mim, sempre me colocou em várias atividades físicas, mas a única que eu realmente gostava era dança. Comecei dançando nas apresentações da escola, como a maioria das crianças e com 8 anos eu fui pra uma academia, com a professora Sandra Araujo”.
Para Thiago Ramalho, bailarino/ coreografo/ produtor cultural a dança também surgiu na escola, “Desde pequeno sempre participei de atividades na escola relacionadas a arte e quando tive a oportunidade de entrar em uma escola de dança foi ali que tive certeza que era isso que queria pra minha vida”, afirmou.
Sobre as dificuldades Lana afirma que tanto dentro quanto fora da dança existe um padrão de corpo imposto e ela ouviu muitas vezes que não deveria dançar ou que só poderia ser um hobby. “Mesmo eu tendo muita sorte com a maioria dos meus professores que sempre acreditaram em mim e não me limitaram pelo meu corpo, sempre tem algum comentário de quem acompanha ou do grupo em si. Outra grande dificuldade é encontrar roupas adequadas, acho que isso é um grande fator limitador na dança, pra gente realmente se sentir bailarino”, disse.
Thiago frisa as dificuldades de não ter apoio no país, “Trabalhar com arte no Brasil é complicado pela falta de incentivo, mas quando amamos o que fazemos passamos pelas turbulências para fazer dança que é o que amo fazer.”
A dança é liberdade, “Eu sou uma pessoa bastante tímida e fechada normalmente, quando eu danço é o momento que nada importa, é quando eu coloco tudo pra fora e nenhuma crítica é capaz de me atravessar. No palco, ou onde seja a apresentação, nada mais importa a não ser aquele momento, não tem peso, não tem corpo, não tem estética, só tem o que eu gostaria de passar pra quem estiver assistindo”, afirmou Lana.
Com a volta das apresentações Thiago sente novamente a força e alegria da dança voltarem, “Eu tenho sorte em ter meu hobbie como profissão. Recentemente voltei aos palcos e foi muito contemplador principalmente nesse período de pandemia onde a arte e a dança enfrentaram grandes obstáculos”.
Lana deixa seu recado para quem também sonha por meio da dança se encontrar: A liberdade de ser a gente dá muito medo mesmo, mas vale muito a pena. Todo dia penso no que os outros vão falar, ou estão falando, mas tem todos os outros lados que me beneficiam e os outros se tornam insignificante. Nada é fácil, mas a gente tem que tentar.