Saúde e Bem estar

PÓS COVID - Trombose e Coronavírus: entenda a relação

Cerca de metade das pessoas com trombose não apresentam sintomas, mas pode haver casos de dor, inchaço e vermelhidão na área de formação do coágulo

Rara Gente - Da redação
19/12/21 às 13h23
Dra. Vanessa Calil Calandrin, cardiologista e ecocardiografista

Não basta apenas estar recuperado da doença, é necessário confirmar que ela não deixou sequelas no organismo, principalmente no coração, já que muitos danos secundários não são apenas demonstrados durante a sua fase aguda.

Pacientes que antes não apresentavam adversidades no coração ou até mesmo fatores de risco para doenças cardiovasculares podem desenvolver alterações cardíacas num período posterior ao contágio pelo vírus.

As complicações mais comuns da Covid-19 sobre o coração são as miocardites, o infarto do miocárdio, as arritmias cardíacas com predomínio da fibrilação atrial e a insuficiência cardíaca, podendo ser observados fenômenos tromboembólicos como a trombose venosa e o tromboembolismo pulmonar.

A trombose é uma condição clínica em que há a formação de um coágulo sanguíneo - massa semi sólida formada no sangue - em uma veia profunda do corpo, geralmente, na parte inferior da perna, na coxa ou na pelve. A sua complicação mais grave é a chamada embolia pulmonar, quando um coágulo percorre os vasos sanguíneos do nosso corpo e atinge os pulmões, podendo ser fatal.

Cerca de metade das pessoas com trombose não apresentam sintomas, mas pode haver casos de dor, inchaço e vermelhidão na área de formação do coágulo. A embolia pulmonar nem sempre se manifesta com sintomas, mas quando presentes os mais comuns são: dificuldade de respirar, aceleração dos batimentos cardíacos, dor ou desconforto no peito com tosse ou inspiração profunda, tontura, desmaio e tosse com sangue.

A trombose acomete cerca de um terço dos pacientes com Covid-19 internados em UTI. Como dito anteriormente, o vírus aumenta o risco de ter trombose porque promove anormalidades na coagulação. E isso facilita a formação de coágulos por meio de um mecanismo ainda não totalmente conhecido.

Pode-se prevenir a trombose por meio de medidas não farmacológicas e farmacológicas. As medidas não farmacológicas são indicadas para todas as pessoas e consistem em evitar a imobilização prolongada. 
Após longos períodos restritos à cama, seja por doença ou cirurgia, procurar voltar a se movimentar. Em viagens prolongadas, que sejam maiores de 4 horas, procurar levantar e caminhar a cada 3-4 horas. Exercitar as pernas quando estiver sentado, usar roupas largas e meias elásticas compressivas, de acordo com indicação médica.

Além disso, adotar um estilo de vida saudável, evitar o sedentarismo e manter um peso adequado. Então, agora que você sabe melhor sobre a relação entre a covid-19 e trombose, fique atento aos sinais de trombose em caso de coronavírus. Caso apresente sintomas, não deixe de procurar por assistência médica. Quanto mais precoce o tratamento, maiores serão as chances de sucesso.

Além disso, não se esqueça de colocar em prática as medidas preventivas não farmacológicas de trombose, que são importantes tanto para pessoas com covid-19 quanto para a população no geral.

(*) Vanessa Calil Calandrin, cardiologista e ecocardiografista

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