A obesidade é uma doença crônica, caracterizada por um acúmulo de gordura corporal, e está associada a um aumento de risco para o desenvolvimento de outras doenças crônicas como diabetes mellitus, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares.
Além disso, é observado que indivíduos com obesidade apresentam uma atividade imunológica diminuída. A partir de 2020, com o surgimento da pandemia de Covid-19, ficou ainda mais evidente o quão prejudicial à saúde, a obesidade pode ser.
Pacientes obesos adquirem mais facilmente a Covid-19 e tem maior risco de desenvolverem quadros graves da doença, com maior necessidade de internação e maior possibilidade de internação em UTI e, consequentemente, maior risco de morte.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica - SBCBM, paciente obesos tem um maior percentual de risco nas seguintes demandas:
- 46% de contrair Covid-19;
- 113% de internamento hospitalar;
- 74% de internamento em UTI;
- 66% utilizar ventilação mecânica invasiva;
- 48% mais risco de morte.
A cirurgia bariátrica é um procedimento que promove a perda de peso e o controle das doenças associadas à obesidade, levando à melhora dos fatores metabólicos, imunológicos e inflamatórios. Portanto, os pacientes submetidos a cirurgia bariátrica que perderam peso e melhoraram sua saúde não tem redução de imunidade e não estão no grupo de risco para Covid-19. A cirurgia bariátrica protege contra formas graves da doença, e segundo a SBCM, contribui
com um menor risco em:
- 48% de mortalidade por Covid-19;
- 113% de internação;
- 74% de internamento em UTI;
- 64% de intubação.
Por conta de todos estes benefícios, o Conselho Federal de Medicina - CFM, recomendou a continuidade da realização de cirurgias bariátricas durante todo o período da pandemia. Portanto, caso o paciente tenha indicação para realização de cirurgia bariátrica, ela não deve ser adiada.
(*) Vitor Maia Pires, cirurgião do aparelho digestivo
