Saúde e Bem estar

PÓS COVID - HORMONIOTERAPIA: a menopausa está protegida 

Pacientes que recebem hormonioterapia adequada, geralmente, têm baixo risco de apresentar queda de imunidade

Rara Gente - Da redação
30/12/21 às 09h14
Dra. Aryane Moraes, ginecologista e obstetra

De acordo com a Secretaria de Educação a Distância, Alfabetização e Diversidade - SECAD, estudos revelam que, as mulheres possuem mais chances de sobreviver a quadros graves da Covid-19, devido ao hormônio feminino estrogênio, que interage de diversas formas com o sistema imunológico.

O estrogênio é responsável pelo controle da ovulação e desempenha importante função no ciclo menstrual e na menopausa, há uma queda drástica na produção hormonal. Assim, é necessário avaliar de que forma a ausência hormonal afeta a qualidade de vida da mulher, investigando e avaliando o recurso da reposição hormonal.

O uso de medicamentos que mantêm os níveis hormonais altos e estáveis, como ontraceptivos hormonais combinados poderiam, portanto, desempenhar um papel protetor. Esses benefícios potenciais superam o risco trombótico na saúde das mulheres. Conforme declarado pela Organização Mundial da Saúde, todos os métodos modernos de contracepção foram seguros de usar durante a pandemia.

Neste sentido, a ida ao ginecologista é muito importante para a saúde da mulher. As consultas são de extrema importância para a prevenção e tratamento de doenças, para identificação de problemas hormonais, prescrição de métodos, tratamentos e melhora na qualidade de vida da mulher. Pacientes que recebem hormonioterapia, geralmente, têm baixo risco de apresentar imunossupressão, que é a queda de imunidade, no entanto, para aqueles que fazem uso
de hormônio contínuo, as precauções contra a Covid-19 são as mesmas para a população em geral.

Além da queda hormonal, há outros tipos de interferências na saúde feminina que podem ser confundidas com as sequelas pós-Covid e a menopausa. Uma delas é a queda de cabelo, que na menopausa acontece devido à diminuição da produção de estrogênio pelo ovário, provocando queda dos níveis de colágeno - que é o principal responsável por manter o cabelo saudável. 

O coronavírus e a queda capilar também andam juntos, principalmente em pacientes do sexo feminino, por causa da grande carga de estresse que as atinge durante épocas de quarentena. Na menopausa a melhor forma para evitar a queda de cabelo é a reposição hormonal, que pode ser feita com a administração de hormônios bioidênticos de forma transdérmica ou em implantes subcutâneos e administração de vitaminas e sais minerais via oral de forma intramuscular e endovenosa ou prescrita pelo ginecologista. 

Caso a mulher apresente queda excessiva de cabelos, deve-se consultar o médico ginecologista que irá realizar uma terapia para um envelhecimento saudável, a conhecida medicina anti-envelhecimento para diagnosticar o problema e iniciar a suplementação necessária. Já como sequela pós-Covid, a solução para reverter o quadro de queda capilar é se prevenir com uma boa alimentação, com a prática de exercícios físicos e uma dose de vitaminas específicas para o cabelo.

O estresse causado pela preocupação com a Covid-19 não poupou ninguém. Por esta razão, esses sintomas não devem ser negligenciados, sejam eles causados pela menopausa ou pelo momento que estamos vivendo. Cabe ao profissional investigar a causa e definir o melhor tratamento.

(*) Dra Aryane Moraes, ginecologista e obstetra

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