Saúde e Bem estar

PÓS COVID - Depressão pode ser uma das sequelas

O agravamento ou surgimento de um transtorno mental depois da covid-19 merece atenção e cuidado

Rara Gente - Da redação
02/01/22 às 14h39
Larissa Ormeneze de Freitas, médica psiquiatra

A infecção pelo vírus gera uma inflamação generalizada no organismo dos indivíduos que foram contaminados. Essa inflamação é uma reação natural do nosso corpo, mas quando ela é exagerada, pode afetar diversos sistemas ocasionando tromboses, fadiga e cansaço, queda de cabelos, falta de ar e também os sintomas neuropsiquiátricos como: dor de cabeça, perda de memória, depressão grave e transtornos ansiosos.

Essas sequelas afetam também o psicológico dos indivíduos, sendo mais frequentes os sintomas depressivos nos 90 dias após o diagnóstico de Covid-19.

Um estudo publicado no periódico JAMA em Março de 2021 traz resultados preocupantes: 52% dos indivíduos estudados pós-Covid preenchem critérios para Episódio Depressivo. A grande maioria desses indivíduos são pacientes jovens, do sexo masculino, que tiveram quadros mais graves ou necessitaram de cuidados intensivos em UTI.

Antes da publicação desses estudos, já desconfiávamos de uma relação direta da infecção por Covid-19 e o surgimento de quadros depressivos graves em pacientes que nunca haviam experimentado sintomas depressivos. Isso porque, na minha experiência profissional, é perceptível nos últimos 12 meses o aumento dos quadros de: tristeza, desânimo, insônia, alterações de apetite/peso, dificuldades de concentração, pensamentos suicidas, entre outros. A fim de reduzir esse impacto na saúde mental, é recomendado que os pacientes com a infecção, mantenham-se ativos através de:

 - Ligações telefônicas e videochamadas com familiares;
 - Evitar o consumo de álcool e outras drogas, principalmente em pacientes Pós-Covid;
 - Suporte psicológico e/ou psiquiátrico especializado - online ou presencial, em ambiente
hospitalar e domiciliar;

Dentro deste contexto faz-se necessário que familiares e pacientes fiquem atentos aos sinais
e busquem ajuda de um profissional que acolha o paciente e, através do acompanhamento direcionado auxilie o paciente na recuperação da sua qualidade de vida.

(*) Larissa Ormeneze de Freitas, médica psiquiatra

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