A partir desta segunda-feira (1º), os planos de saúde em todo o Brasil são obrigados a cobrir o
implante contraceptivo Implanon
para pessoas entre 18 e 49 anos. A decisão, determinada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), marca um avanço significativo no acesso a métodos contraceptivos de longa duração e alta eficácia no país.
O que é o Implanon?
O Implanon é um implante subdérmico (inserido sob a pele do braço) que libera gradualmente o hormônio etonogestrel, um derivado sintético da progesterona. Sua ação impede a ovulação e, consequentemente, a gravidez, com duração de até três anos e taxa de falha de apenas 0,05% – uma das mais baixas entre os métodos contraceptivos disponíveis.
Além dos planos de saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) também passará a oferecer o Implanon gratuitamente. O Ministério da Saúde investirá R$ 245 milhões para distribuir 1,8 milhão de unidades até 2026, sendo 500 mil ainda em 2025. A iniciativa visa reduzir desigualdades no acesso a contraceptivos modernos.
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Alta eficácia:
Taxa de falha inferior a 1%.
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Longa duração:
Até três anos sem necessidade de intervenções.
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Reversibilidade:
A fertilidade retorna rapidamente após a remoção.
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Autonomia:
Não depende da adesão diária da usuária.
Contraindicações e efeitos adversos
O Implanon não é recomendado para mulheres com:
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Histórico de câncer de mama ou doenças hepáticas graves;
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Sangramento vaginal sem diagnóstico;
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Alergia ao etonogestrel.
Efeitos adversos comuns incluem alterações menstruais (como sangramento irregular ou amenorreia), dor no local da inserção e possíveis mudanças de humor. Em casos raros, pode ocorrer infecção local.
Planos de saúde:
Beneficiários devem solicitar o procedimento junto à operadora. Em caso de negativa, é possível recorrer à ANS.
SUS:
O implante estará disponível em unidades básicas de saúde após capacitação de profissionais e distribuição dos dispositivos.
A ampliação do acesso ao Implanon está alinhada com as metas do Ministério da Saúde de reduzir em 25% a mortalidade materna geral e em 50% entre mulheres negras até 2027. Além disso, reforça o compromisso com o planejamento reprodutivo e a autonomia feminina.