Saúde e Bem estar

Pesquisa quer atingir mais de 60 mil lésbicas de todo o Brasil. Responda aqui

O “lesbosenso” foi lançado no mês passado. Prazo para a coleta de dados vai até março de 2022

Daniela Galli - Revista Rara Gente
17/09/21 às 15h20

A Liga Brasileira de Lésbicas e a Associação Lésbica Feminista de Brasília Coturno de Vênus (LBL) lançou no mês passado, em âmbito nacional, uma pesquisa para mapear sócio e democraticamente toda a população que se entende como lésbica e sapatão do Brasil. A data escolhida para a divulgação foi o dia 29 de agosto, dia em que se celebra a visibilidade lésbica. O prazo para Prazo para a coleta de dados vai até março de 2022. 

Segundo Léo Ribas, que é uma das Articuladoras Nacionais da LBL e faz parte da coordenação de mobilização e comunicação do projeto, o objetivo é obter informações sobre trabalho, educação, violência, saúde, relacionamento, relações familiares e redes de apoio das mulheres homossexuais que residem em território nacional. “Nossa população sofre com o apagamento e invisibilidade de nossas pautas e com isso não temos o acesso necessário a políticas públicas específicas”.

Ela explica ainda que, uma vez com estes dados em mãos, vai ser possível identificar quais fatores contribuem para vulnerabilidade social e individual deste público, assim como também vai descrever comportamentos de risco frente às doenças sexualmente transmissíveis (como a Aids). A pesquisa vai ainda estimar ainda quais são os tipos de violências mais sofridos por elas. 

“Com isso vamos ter como pleitear políticas públicas específicas dos Estados e municípios, pois será a partir desses dados que se terá um mapeamento mais próximo da realidade dessas pessoas”. Quase um mês depois do lançamento, a pesquisa obteve mais de 8,5 mil respostas. Uma equipe de 40 supervisoras voluntárias, que estão distribuídas nas cinco regiões do Brasil, têm feito o trabalho de divulgação. “Nossa meta é chegar a, pelo menos, 67 mil lésbicas e sapatão em todo o território nacional”.

LÉSBICA E SAPATÃO

Léo revela que a utilização dos dois termos é bastante importante, apesar de ambos terem o mesmo significado. “O primeiro eixo da pesquisa é sobre auto identificação. Optamos por esses dois para abranger um maior número de pessoas. Lésbica porque é um termo muito utilizado, ressignificado a partir das lutas dos movimentos lésbicos feministas, desde a década de 1970 no Brasil. Sapatão pela potencialidade política e ressignificação desse termo, inclusive pelas gerações mais recentes.

A articuladora diz ainda que todo o projeto obedece a um rigor acadêmico e foi aprovado por um comitê de ética universitário. “O que nos dá um maior respaldo para que possamos utilizar esses dados. Pois é uma pesquisa científica”.
Depois da coleta de dados, que é a primeira etapa, eles serão analisados, será feita uma formação política, elaborado e apresentado um relatório final de todo o trabalho.

RESPONDA

Para acessar e responder ao formulário da pesquisa, clique aqui

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