Você é o que você come? Através das suas refeições diárias, está sendo nutrido ou envenenado aos poucos? Não é de hoje que a Nutrição ressalta a importância de uma alimentação colorida. Alguns estão carecas de saber; outros deixaram o conceito cair no esquecimento e tem os que ainda não entendem esse valor. Ainda. Mas, aqui vamos além da importância. Colocamos à mesa o poder que uma alimentação colorida tem para a saúde – a curto, médio e longo prazo – e em diversos aspectos, já que alimentação engloba aspectos não só nutricionais, mas culturais, religiosos, emocionais e sociais.
Uma alimentação saudável é, de fato, colorida. A Nutrição tem, inclusive, um conceito específico para incentivar o consumo de, pelo menos, cinco cores durante a alimentação diária. No entanto, é bom frisar que a importância e o poder das cores na alimentação estão nos corantes naturais dos alimentos. O tomate - vermelho; a cenoura - laranja; a rúcula - verde; o leite - branco; a beterraba - roxa e, assim por diante. Ou seja: nada de contar o corante do suco de saquinho como uma cor de alimento para o dia, hein!
“Os corantes dos alimentos – o que pigmenta os alimentos – são chamados de compostos bioativos; então, cada elemento da natureza que tem essa concentração de cor, tem um composto bioativo que vai desempenhar uma ação dentro do nosso organismo. Pode ser uma vitamina, um precursor de vitamina, sais minerais, etc.” - explica a nutricionista Renata Petruci. Assim, entendemos também a importância da alimentação colorida: garantindo a variedade de cores, consequentemente garantimos a variedade de vitaminas, sais minerais e nutrientes de que o organismo precisa – além de refeições mais bonitas aos olhos.
Compostos Bioativos
Alimentos vermelhos: possuem antoacina - um flavonoide que auxilia no aumento da imunidade e no sistema circulatório, e licopeno - um antioxidante que previne a osteoporose e doenças degenerativas.
Exemplos: tomate, pimentão vermelho, morango e maçã.
Alimentos verdes: são ricos em ácido fólico, luteína, betacaroteno, ferro, cálcio, fósforo e clorofila - micronutrientes essenciais para o bom funcionamento do sistema nervoso central.
Exemplos: alface, rúcula, espinafre, ervilha, couve, brócolis, entre outros.
Alimentos amarelos: possuem alta concentração de betacaroteno e vitamina C; de maneira geral, auxiliam no bom funcionamento do sistema imunológico, da visão e do coração.
Exemplos: manga, pimentão amarelo, laranja e batatas.
Alimentos roxos: têm alta concentração de micronutrientes antioxidantes, como a própria antiocina - responsável pela pigmentação. Combatem o envelhecimento celular precoce e previnem o desenvolvimento de diversas doenças.
Exemplos: repolho roxo, açaí, beterraba, uva, ameixa, mirtilos.
Alimentos alaranjados: ricos em alfacarotenos, curcumina, beta-criptoxantina, hesperidinas e naringenina. Em palavras mais simples e compreensíveis, nutrientes que auxiliam na absorção de fibras e vitaminas, no fortalecimento da musculatura e no crescimento ósseo, amenizam os sintomas da TPM e evitam inflamações e prisão de ventre.
Exemplos: tangerina, abóbora, açafrão, mamão, cenoura.
Este é um conceito da nutrição que defende o consumo de, ao menos, cinco cores de alimentos naturais ao dia, seja em uma só refeição ou ao longo das refeições do dia. Renata conta que é uma ferramenta do nutricionista porque o paciente pode não saber o que é ou em quais alimentos encontrar betacaroteno, triptofano, licopeno, entre outros micronutrientes; mas, se ele garante uma ‘alimentação colorida’, consequentemente garante a presença destas vitaminas, minerais e nutrientes essenciais através das cores dos alimentos, sem a necessidade do conhecimento técnico.
“Às vezes, o indivíduo busca uma alimentação saudável; mas, também, monocromática. Por exemplo: abobrinha, almeirão, brócolis e rúcula no mesmo prato. Tudo saudável, porém, na mesma cor e disposição de nutrientes. Assim não seria uma alimentação rica em nutrientes - mesmo o prato sendo composto por alimentos saudáveis - porque faltariam cores” - complementa a nutricionista.
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