Com a mesma resistência, destreza e concentração que usa para cultivar belíssimas orquídeas, ela equilibra a bicicleta modelo Specialized nas estradas de terra; nas trilhas de fazendas, em montanhas e, até, na cidade. Os movimentos tão leves indicam que Sandra Cristina Gimenez Ferreira - 56 anos – já domina o esporte há um tempo. A vida em duas rodas entrou na vida da empresária há quatro anos. Bancária aposentada, ela participou de inúmeros Desafios, Copas e Competições – e começou a pegar gosto pelo esporte a cada percurso. Hoje, ela tem na bagagem viagens que fez exclusivamente para pedalar.
Sandra começou por influência do marido - Flávio de Freitas Ferreira, de 49 anos – que, apesar de comandar uma empresa de veículos, também se rendeu à paixão pelo ciclismo. De início, tudo era mágico; tudo era novo – e continua sendo. “Comecei em 2015 por influência do Flávio. Conheci um grupo de amigas ‘bik3lovers’ e de lá para cá não parei mais”.
Para ela praticar Mountain Bike é muito mais que uma atividade prazerosa... é também um grande aliado da saúde. Você já viu algum ciclista pedalando com raiva? Isso é quase impossível porque pedalar aumenta a liberação de substâncias que causam a sensação de prazer. “Praticar o ciclismo é ter saúde e capacidade para superar limites”.
A empresária participou do primeiro Desafio Casca Grossa de Duplas em Três Lagoas - realizado em 2016 - e levou para a casa a medalha de segundo lugar na categoria ‘Dupla Feminina’. Mas, não parou por aí; ela também fez parte do II Desafio Cidade das Águas; Desafio Brou Bruto em Costa Rica – MS; a Copa ABD em Junqueirópolis – 4º lugar; o Desafio Piraputanga – 2º lugar; a 17ª Copa ABD em Andradina – 3º lugar; o II Desafio Osvaldo Cruz e o 4º Desafio de Resistência de Araçatuba a Três Lagoas – com 150 km percorridos. Muito fôlego, não é?
O desafio favorito foi o de Piraputanga - segundo ela, uma prova difícil, mas com paisagens de arrancar suspiros. Momentos emocionantes não faltam aos praticantes do ciclismo. Um episódio com uma arara azul é recordado com bastante emoção. “Aconteceu um pedal de 104 km que ficará marcado para sempre. No dia 10 de março, em um domingo, com um grupo de amigos, fomos até o Timboré - próximo a Andradina - para conhecer uma arara azul linda e muito esperta que mora naquele lugar. Ela nos encantou; quando pegamos a estrada de volta ela nos acompanhou dando rasantes; pousando no capacete e braços dos ciclistas. Foi emocionante, pois valeu o esforço e cada segundo rodado. Foi perfeito”.