A menopausa é uma fase natural da vida da mulher, mas nem sempre é simples. Entre os sintomas físicos e emocionais mais relatados, está o chamado
“nevoeiro mental”
, uma sensação de lentidão mental, esquecimentos frequentes e dificuldade de concentração.
O termo ganhou destaque após a apresentadora Fernanda Lima falar abertamente sobre os impactos da menopausa em sua rotina.
Mas afinal, o que realmente acontece com o cérebro feminino durante essa transição?
Segundo a médica Dra. Amanda Bissoli (CRM 12.049 MS), durante a menopausa, o cérebro da mulher passa por uma verdadeira “mudança de estação”.
“É como se a névoa surgisse de repente em uma estrada que antes era clara e ensolarada”, afirma.
Esse “nevoeiro cerebral” é resultado direto da queda dos níveis de estrogênio, um dos hormônios mais importantes para o funcionamento cerebral. A redução hormonal afeta neurotransmissores como dopamina, serotonina e acetilcolina, fundamentais para a memória, a atenção e o equilíbrio emocional.
“O impacto varia de mulher para mulher, mas é comum que essa fase venha acompanhada de confusão mental, esquecimentos e alterações no humor”, explica a especialista.
Há formas eficazes de lidar com os efeitos cognitivos da menopausa. Um dos pilares mais utilizados é a Terapia de Reposição Hormonal (TRH), indicada de forma individualizada, que ajuda a restaurar o equilíbrio neuroquímico do cérebro. No entanto, a médica reforça que a TRH não atua sozinha.
“Exercícios físicos aeróbicos, por exemplo, funcionam como uma ‘poda cerebral’: estimulam a neuroplasticidade, melhoram o humor e resgatam a energia vital”, orienta.
Dormir bem e manter vínculos afetivos também são considerados verdadeiros bálsamos para a mente.
Outro fator crucial para o equilíbrio mental durante a menopausa é a alimentação. O cérebro é altamente sensível à qualidade dos alimentos, especialmente nesse período, em que há aumento do estresse oxidativo e da inflamação.
Confira os principais nutrientes recomendados:
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Ômega-3 (EPA/DHA): melhora a cognição e o humor
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Vitaminas B6, B9 e B12: protegem os neurônios e reduzem a homocisteína
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Magnésio: regula o humor, sono e memória
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Vitamina D: essencial para a saúde cerebral e imunológica
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Colina: importante para memória e função cognitiva
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Polifenóis (como o resveratrol): antioxidantes potentes que protegem o cérebro
Alimentos como peixes, ovos, vegetais verdes escuros, frutas vermelhas, cúrcuma, azeite de oliva e nozes devem fazer parte da alimentação diária. Em casos específicos, a suplementação, seja oral ou endovenosa, pode ser indicada para corrigir deficiências com mais precisão.
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