O julgamento dos envolvidos no incêndio da Boate Kiss em Santa Maria no Rio Grande do Sul já completou uma semana de oitivas e questionamentos. A expectativa é de que ele ainda dure mais uma semana, até que testemunhas de acusação e defesa, informantes, sobreviventes e os réus sejam ouvidos.
Este já é considerado o maior julgamento da história do judiciário brasileiro. Até então o recorde, com duração de cindo dias, foi do caso do menino Bernardo Boldrini, também do Rio Grande do Sul. O pai, a madrasta e um casal de irmãos foram condenados pelo assassinato do garoto que, na época, em 2014, tinha 12 anos quando foi morto.
Os números da Boate Kiss impressionam até hoje, nove anos depois daquele fatídico 27 de janeiro de 2013. Foram 242 mortos, 636 feridos, muitos com sequelas até hoje. Há relatos de problemas respiratórios, marcas de queimaduras pelo corpo e até amputação de membros.
De forma bem minuciosa, já foram ouvidas várias pessoas que se ligam direta ou indiretamente com o caso. Desde o engenheiro que apresentou o projeto de reforma da casa e que teria reprovado a aplicação da espuma no teto; até o dono da loja de fogos de artifícios onde foram comprados os artefatos para o show pirotécnico na Boate.
Estão sendo julgados: Elissandro Callegaro Spohr (o Kiko) e Mauro Londero Hoffmann, empresários e sócios da casa noturna; Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda Gurizada Fandangueira e Luciano Bonilha Leão, produtor musical da banda.
Os quatro respondem por homicídio simples 242 vezes consumados (número de mortos) e 636 tentados (número de feridos).
