Saúde e Bem estar

Já ouviu falar em brain rot? Uso excessivo de telas pode afetar o cérebro

Em 2024, o termo “brain rot” (em tradução livre, “podridão cerebral”) foi eleito a palavra do ano pelo Dicionário Oxford. Mas o que essa expressão quer dizer?

Da Redação - Rara Gente
23/04/25 às 16h10

Em 2024, o termo “brain rot” (em tradução livre, “podridão cerebral”) foi eleito a palavra do ano pelo Dicionário Oxford. Mas o que essa expressão quer dizer?

Ela reflete uma realidade global, a deterioração das funções cognitivas causada pelo consumo excessivo de conteúdos nas redes sociais e de telas, especialmente pelos jovens.

(Foto: Divulgação)

É aquele padrão que muitos conhecem bem: você entra no celular só por “5 minutinhos” e, quando percebe, já se passaram 30 minutos ou até mais.

Esse uso compulsivo atrapalha a concentração, a criatividade e até o raciocínio lógico, transformando o tempo de lazer em um ciclo vicioso de distração e esgotamento mental.

Características do brain rot

Os principais sintomas associados ao brain rot incluem:

  • Pensamentos repetitivos: ideias ou imagens intrusivas que dominam a mente.
  • Hiperfoco: concentração exagerada em um único tema ou conteúdo, em detrimento de outras atividades.
  • Dificuldades no sono: uma mente constantemente estimulada pode gerar insônia ou sono fragmentado.
  • Isolamento social: o excesso de atenção a um único interesse pode afastar a pessoa de convivências e compromissos sociais.

Esses sintomas, em muitos casos, se sobrepõem aos sinais de transtornos como TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), o que reforça a importância de uma análise profissional para um diagnóstico correto, segundo o blog da psiquiatra Dra. Ana Beatriz.

Como evitar o brain rot?

A principal dica dos especialistas é reduzir o tempo de tela, com atenção principalmente entre crianças e adolescentes. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda:

  • 0 a 2 anos: nada de telas;
  • 2 a 5 anos: no máximo 1 hora por dia;
  • 6 a 10 anos: até 2 horas diárias;
  • 11 a 17 anos: até 3 horas por dia.
(Foto: Divulgação)

Além disso, vale priorizar tempo limitado de telas, investir em hobbies offline, atividades ao ar livre, leitura e momentos de conexão real com outras pessoas, mesmo para os que não são mais criança.

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