Saúde e Bem estar

“Eu não deixei o câncer mudar a minha vida, eu não vivia a doença”

A médica Camila Ribeiro Deguti Vieira, de 36 anos, conta como lidou com o diagnóstico de câncer de mama em 2021

Daniela Galli
22/11/22 às 08h00

“Eu não deixei o câncer mudar a minha vida, eu não vivia a doença”. Esta frase foi dita pela Médica Camila Ribeiro Deguti Vieira, de 36 anos, ao contar como lidou com o diagnóstico de câncer de mama em 2021.

Tudo começou quando ela sentiu um nódulo na mama esquerda. Após alguns exames foi confirmado o que ela já imaginava. “Quando recebi o diagnóstico corri contra o tempo para saber se haviam metástases, e graças a Deus a doença estava somente na mama”.

A preocupação era grande por se tratar de um tumor bastante agressivo, que geralmente se manifesta em mulheres jovens, mas ela nunca teve dúvidas que ia vencer, Camila optou por fazer seu tratamento quimioterápico em Três Lagoas. “Tenho amigos oncologistas, pessoas em que eu confio, sabia que aqui seria muito bem cuidada”.

O começo, não foi fácil, mas confessa que não foi tão difícil quanto achava que seria. Para ela, sendo uma pessoa jovem, foi desafiador enfrentar essa doença sem deixar que isso abalasse a sua vida pessoal e profissional.

Camila conta que, no início de seu tratamento, afastou-se do trabalho para receber as primeiras doses de quimioterapia, pois não sabia como reagiria aos efeitos das medicações, e para a sua surpresa não sentiu nada. “Quando percebi que estava tolerando bem ao tratamento, logo voltei a trabalhar. Durante o tratamento eu trabalhava, viajava, fazia tudo o que sentia vontade. Eu me permitia”.

Nos dias das sessões de quimioterapia a médica conta que cumpria seu expediente e ao sair ia direto para o ICB - Instituto do Câncer Brasil, onde fazia o tratamento, permanecia lá a tarde toda, mas ao sair seguia sua rotina.

Foi nesta hora que ela diz que não viveu a doença. “Mantive a minha mente sã. Meu corpo adoeceu, mas minha mente não, e isso me segurou de pé o tempo todo. Eu não pensava na doença, só tentava manter a minha vida o mais normal possível”.

Nem a perda dos cabelos a deprimiu. Quando iniciou o tratamento já raspou todos os fios. “Não queria fazer disso um trauma, tentei ver da forma mais leve possível... Eu estava perdendo os cabelos, mas estava ganhando a vida. Aquela medicação que era tão forte a ponto de me fazer perder todos os pelos do corpo, era também a minha cura”.

“Mantive a minha mente sã. Meu corpo adoeceu, mas minha mente não, e isso me segurou de pé o tempo todo. Eu não pensava na doença, só tentava manter a minha vida o mais normal possível”

A fé foi uma forte aliada durante o processo pelo qual a médica passou. “Eu sabia que Deus estava comigo. Ele estava cuidando de mim o tempo todo”.

Quando terminou a primeira parte do tratamento, Camila passou por uma cirurgia, em que optou por retirar as duas mamas. Ela decidiu realizar a cirurgia na cidade de Maringá - PR, com um mastologista que foi seu professor na faculdade, e ao total foram 8 meses de tratamento.

A psiquiatra destaca ainda o papel importante de sua família. “O apoio deles foi fundamental e tê-los ao meu lado, me trazia segurança”.

Outros detalhes que também ajudaram muito durante o seu tratamento, foi ter uma rotina regular de sono, manter uma alimentação saudável e fazer atividade física diariamente. “Quanto mais eu me exercitava mais disposta eu ficava, foi fundamental”.

E para finalizar, a médica deixa um recado: “Às mulheres que estejam passando por isso, tenham fé e não deixem a mente adoecer. É preciso acreditar, somos mais fortes do que a doença. É parte da cura o desejo de ser curado”.

O diagnóstico precoce é fundamental, quanto antes diagnosticado, maior são as chances de cura. “Façam o autoexame, se palpem, se cuidem!”.

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