Dia 1º de dezembro é o considerado o dia Mundial de Combate à AIDS. Em 2021 completa-se 40 anos da descoberta do primeiro paciente infectado pelo vírus HIV no mundo. De lá para cá as pesquisas científicas evoluíram muito para combater e controlar o causador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, a AIDS.
Atualmente quase 40 milhões de pessoas vivem com o HIV no mundo inteiro. Até o ano passado, mais de 70% delas tinham acesso ao tratamento antiviral. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, estima-se que 936 mil pessoas convivam com o vírus.
O primeiro passo para tratar a doença é ficar sabendo se você foi ou não infectado. Depois da testagem, é preciso fazer um acompanhamento médico. A ciência avançou tanto que os tratamentos disponíveis hoje em dia dão qualidade de vida, porém ainda é preciso que todos os portadores tenham acesso.
Mesmo assim, ainda há motivos para serem comemorados. Nós separamos alguns deles que podem dar esperança para quem adquire a doença que já há muitos anos não é mais considerada uma sentença de morte:
VACINA ESTÁ EM TESTE NO BRASIL – Um imunizante contra a AIDS está na fase 3 de testagem. Esta é a última etapa antes da aprovação para uso em massa;
OUTRO IMUNIZANTE COMEÇA A SER TESTADO – Uma empresa farmacêutica norte americana começou a primeira fase de testes de duas fórmulas para a prevenção do HIV. A tecnologia utiliza RNA mensageiro, a mesma adotada em uma das vacinas contra o coronavírus;
CURA FUNCIONAL – Uma outra empresa norte americana está testando uma terapia genética que pode representar a “cura funcional” contra o vírus da AIDS. Isto é, ela vai impedir a replicação do HIV no organismo, todavia ainda não representa o fim da infecção;
DOVATO: APROVADO PELA ANVISA – A Agência Nacional de Vigilância Sanitára aprovou o medicamento “Dovato”, que combina duas substâncias antivirais diferentes;
MEDICAMENTO INJETÁVEL – Na Inglaterra foi aprovado um tratamento injetável de longa duração contra a AIDS. Os pacientes devem deixar de tomar os comprimidos diários, o que representa melhora na qualidade de vida;
TRATAMENTOS NO SUS – Há dois tratamentos disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS): Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e da Profilaxia Pós-Exposição (PEP). Este último é prescrito para quem teve contato com algum portador, foi violentado ou fez relação sexual sem proteção. Já na PrEP são ministrados medicamentos antirretrovirais antes que a pessoa tenha sido exposta ao HIV para diminuir a probabilidade de infecção.
