Saúde e Bem estar

Dia Mundial do Combate à AIDS: há motivos para comemorar

Veja a lista que pode dar esperança para quem tem o vírus que já foi considerado uma sentença de morte

Rara Gente - Daniela Galli
01/12/21 às 11h13

Dia 1º de dezembro é o considerado o dia Mundial de Combate à AIDS. Em 2021 completa-se 40 anos da descoberta do primeiro paciente infectado pelo vírus HIV no mundo. De lá para cá as pesquisas científicas evoluíram muito para combater e controlar o causador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, a AIDS. 

Atualmente quase 40 milhões de pessoas vivem com o HIV no mundo inteiro. Até o ano passado, mais de 70% delas tinham acesso ao tratamento antiviral. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, estima-se que 936 mil pessoas convivam com o vírus. 

O primeiro passo para tratar a doença é ficar sabendo se você foi ou não infectado. Depois da testagem, é preciso fazer um acompanhamento médico. A ciência avançou tanto que os tratamentos disponíveis hoje em dia dão qualidade de vida, porém ainda é preciso que todos os portadores tenham acesso. 

Mesmo assim, ainda há motivos para serem comemorados. Nós separamos alguns deles que podem dar esperança para quem adquire a doença que já há muitos anos não é mais considerada uma sentença de morte:

VACINA ESTÁ EM TESTE NO BRASIL – Um imunizante contra a AIDS está na fase 3 de testagem. Esta é a última etapa antes da aprovação para uso em massa;

OUTRO IMUNIZANTE COMEÇA A SER TESTADO – Uma empresa farmacêutica norte americana começou a primeira fase de testes de duas fórmulas para a prevenção do HIV. A tecnologia utiliza RNA mensageiro, a mesma adotada em uma das vacinas contra o coronavírus;

CURA FUNCIONAL – Uma outra empresa norte americana está testando uma terapia genética que pode representar a “cura funcional” contra o vírus da AIDS. Isto é, ela vai impedir a replicação do HIV no organismo, todavia ainda não representa o fim da infecção;

DOVATO: APROVADO PELA ANVISA – A Agência Nacional de Vigilância Sanitára aprovou o medicamento “Dovato”, que combina duas substâncias antivirais diferentes;

MEDICAMENTO INJETÁVEL – Na Inglaterra foi aprovado um tratamento injetável de longa duração contra a AIDS. Os pacientes devem deixar de tomar os comprimidos diários, o que representa melhora na qualidade de vida;

TRATAMENTOS NO SUS – Há dois tratamentos disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS): Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e da Profilaxia Pós-Exposição (PEP). Este último é prescrito para quem teve contato com algum portador, foi violentado ou fez relação sexual sem proteção. Já na PrEP são ministrados medicamentos antirretrovirais antes que a pessoa tenha sido exposta ao HIV para diminuir a probabilidade de infecção. 

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