Saúde e Bem estar

Conheça mais sobre o retinoblastoma e saiba como identificá-lo

Tipo de câncer raro foi descoberto na filha do casal de jornalistas Tiago Leifert e Daiana Garbim

Revista Rara Gente - Daniela Galli
31/01/22 às 11h15

No último final de semana os jornalistas Tiago Leifert e Daiana Garbim resolveram quebrar o silêncio sobre um problema familiar pelo qual eles vêm passando desde o final do ano passado. A filha do casal, Lua, de 1 ano e três meses, está com câncer nos dois olhos. Este foi o motivo pelo qual Leifert deixou a apresentação da última edição do The Voice Brasil.  

Em um vídeo divulgado nas redes sociais dos dois e em uma entrevista para o Fantástico do último domingo (30), ambos decidiram compartilhar a informação para que mais pais possam ficar alertas aos primeiros sinais do problema. Segundo eles, foi difícil perceber as alterações na visão da filha devido à pouca idade dela.  

Lua tem retinoblastoma, um tipo de câncer raro que acomete em 90% dos casos crianças com até três anos de idade. Durante a entrevista, o casal revelou que só percebeu que algo estava estranho depois que o globo ocular da criança começou a apresentar um movimento irregular.  

A oftalmologista pediátrica Cinthia Storti explica que o surgimento deste tipo de enfermidade é um dos principais motivos pelas quais ela sempre diz em suas redes socias que é muito importante as crianças passarem por exames oftalmológicos regularmente.  

Segundo ela, o retinoblastoma é tão comum em meninos como em meninas e é caracterizado por um supercrescimento dos foto receptores da retina. “Não conseguimos vê-lo facilmente por que ele fica dentro do olho”. 

É possível que a doença atinja ambos os olhos ou apenas um. Sua classificação (que vai de A à E) é feita através do tamanho do tumor e de sua localização. A letra “E” significa um estágio já avançado.

Cinthia explica que não só o retinoblastoma, mas também outras patologias podem ser descobertas de forma precoce através do teste do ollhinho, feito nos bebês ainda recém nascidos. “A obrigatoriedade do teste é considerada uma vitória para os oftalmologistas pediátricos. A Sociedade Brasileira de Oftalmopediatria recomenda que o exame seja feito com até 72 horas de vida e repetido pelo menos duas ou três vezes até os três anos. Até os cinco anos é preciso levar as crianças ao oftalmologista pelo menos uma vez por ano”. 

Além do retinoblastoma a visita ao médico especializado pode ajudar a identificar ainda graus altos de óculos, glaucoma e catarata congênitos. Cinthia revela que estas patologias podem deixar amrcas para o resto da vida.  
 
IDENTIFICAÇÃO 

Além do movimento irregular do globo ocular, conforme falamos acima, há outras formas de verificar se há algo errado com os olhos da criança. Um dos sinais é chamado pelos médicos de “olho do gato”. “Quando tiramos fotos com flash e o reflexo percebido é de cor vermelha, está tudo bem. Há problemas se houver um reflexo de esbranquiçado”, diz a médica. Outro sinal é o estrabismo; os pequenos começam a ficar com os olhos tortos.  

TRATAMENTO 

Cinthia fala que o tratamento pode ser feito de várias formas através de crioterapia (congelamento do tumor), radioterapia, quimioterapia ou até cirurgia. “Tudo vai depender do estágio da doença e do local em que está”.

A filha de Leifert e Daiana ainda está passando por sessões de quimioterapia e, segundo eles, o medicamento é aplicado de forma localizada direto no tumor. Por isso é que não há tantos efeitos colaterais como a queda de cabelo, por exemplo.  

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