Saúde e Bem estar

Como cuidar da saúde bucal em tempos de coronavírus

Dra. Celia Tosta esclareceu todas as dúvidas e cuidados que devemos ter.

Bruna Taiski
23/05/20 às 11h00
Saúde bucal (Reprodução)

A pandemia mundial de Covid-19, decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), alterou a rotina dos brasileiros, que agora devem evitar aglomerações e redobrar a higiene pessoal. Nesse contexto, é importante ressaltar que as pessoas devem ficar ainda mais atentas à higiene bucal. Primeiro porque ela é fundamental para a manutenção da saúde geral. E segundo porque, de acordo com as orientações técnicas do Ministério da Saúde este momento requer o máximo de cuidado e atenção redobrada em toda nossa rotina.

Ciente da gravidade do cenário, a Gente conversou com a cirurgiã-dentista Celia Tosta, que tirou todas as nossas dúvidas sobre saúde bucal em tempos de pandemia.

Uma das formas de contágio do novo coronavírus se dá pela disseminação de gotículas de saliva. Por isso, se alguém na casa estiver com sintomas ou suspeita da infecção, o uso de pasta de dente, sabonete e toalha de rosto precisa ser individualizado. Nesse sentido, também se indica não deixar as escovas no mesmo ambiente.

"A boca é uma porta de entrada para diversos vírus, bactérias e microrganismos, inclusive o COVID-19. São duas situações que nós temos que levar em consideração: o contágio - devido à saliva - os respingos de saliva conversando com alguém, pode contaminá-lo, e devido à proximidade da boca com as vias aéreas superiores - garganta, faringe - a facilidade é grande em você se infectar também", diz.

Antes de realizar a higiene bucal, é importante sempre lavar as mãos até a metade do pulso e entre os dedos, por no mínimo 20 segundos. Não custa frisar: lavar frequentemente as mãos é uma das principais medidas para conter o vírus.

Outro conselho é evitar colocar a mão na boca. "Há também a mucosa oral, assim como a mucosa nasal, a mucosa dos olhos, ela facilita a entrada do vírus no organismo. Quanto melhor a saúde bucal, melhor estaremos nos protegendo e protegendo o outro".

Cirurgiã dentista Célia Tosta Fernandes.

Urgência e Emergência

É importante destacar que os consultórios odontológicos seguem rigorosamente as medidas de biossegurança, a fim de restringir os riscos de infecção para a população e os profissionais de saúde bucal. “Já são adotados diversos protocolos com sólidas evidências científicas que permitem atender pacientes com várias patologias, como aids, hepatites e outras situações clínicas, em nossos consultórios”.

A medida de adiamento dos procedimentos eletivos só foi adotada em caráter emergencial, face à propagação da Covid-19.

Durante a pandemia, os tratamentos com finalidade estética, procedimentos ortodônticos que não envolvam traumas, restauração de dentes assintomáticos, bem como cirurgias eletivas para extração de dentes ou controle da periodontite, devem ser suspensos e só retomados após recomendação do profissional.
Já os casos de emergência odontológica, “cujo atendimento continua vigente, são aqueles que expõem o paciente a potencial risco de morte”. O cirurgião-dentista tem de estar a postos para agir nesses contextos.


Assim como nos casos urgentes, “que são aqueles que, embora não ofereçam risco iminente à vida, devem ser resolvidos prontamente”. Exemplos: dor de dente aguda, abscessos dentários ou periodontais que provocam dor localizada, fratura de dente com trauma no tecido mole bucal, tratamento odontológico prévio a procedimento médico e cáries extensas ou restaurações com problemas que estejam causando muita dor.


QUER SABER MAIS? Assista a entrevista completa no IGTV:

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