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O mundo é dela

Nenhum obstáculo foi capaz de fazê-la desistir do seu sonho de ser psicóloga e com isso ajudar as pessoas

Rara Gente - Daniela Galli
13/06/22 às 08h00

A psicóloga Janaína Catolino é a prova de que não se deve nunca desistir dos seus sonhos. Sua trajetória para cursar psicologia teve muitos obstáculos, porém ela persistiu e hoje desempenha com muita felicidade o papel que ela mesma escolheu. 

O interesse, e por que não dizer amor, pela psicologia começou ainda no ensino médio, quando ela passou a pesquisar sobre o caminho que seguiria depois que saísse da escola. ”Quando li sobre o curso de psicologia foi amor à primeira vista”. 

A primeira dificuldade foi a distância que teria que percorrer para ingressar no ensino superior. Na época, em 2007, o curso mais perto era em Paranaíba. A mãe preferiu que ela ficasse por perto e ela então prestou vestibular para pedagogia na UFMS de Três Lagoas, depois de ficar um ano sem estudar. “Fiquei feliz com a aprovação pois se tratava de uma universidade federal, mas eu realmente não queria cursar”. 

Mesmo assim ela insistiu e tentou frequentar as aulas. Mas o seu coração já sabia que não era aquele o seu sonho. Depois de algumas tentativas ela decidiu sair da graduação. No ano seguinte, em 2008, uma faculdade particular da cidade abriu o curso de psicologia. “Mesmo passando por problemas familiares, uma época muito dolorida, eu decidi ingressar”.

Apesar de estar muito feliz com a decisão vieram outros obstáculos, desta vez financeiros. Ela conta que trabalhou como recepcionista e até entregou panfletos em semáforos para se manter. “Eu consegui uma bolsa pelo ProUni e graças a Deus, às pessoas que acreditaram em mim, me apoiaram e ajudaram eu concluí o curso”.

Assim que se formou foi contratada pela APAE da cidade e lá permaneceu por cinco anos. “Serei eternamente grata pois ali coloquei em prática pela primeira vez tudo o que havia aprendido.” Atualmente Janaína é psicóloga clínica e também perita do Tribunal de Justiça do MS. Ela ainda presta serviço para algumas empresas de medicina do trabalho e dá palestras. “Sou tão apaixonada pela minha profissão que tenho a psicologia como uma missão de alma. Não consigo me imaginar fazendo outra coisa”.

Cada dia para ela é um novo desafio, porém há momentos em que ela se sente bastante inspirada. “Eu amo ver a evolução de cada paciente que eu atendo. Sinto a gratidão nos olhos deles quando conseguem superar suas questões e principalmente quando realizam as mudanças necessárias em suas vidas. Não há preço que pague ver o crescimento de cada pessoa que chega até mim”.

Nestes anos de atuação Janaína diz que é impossível destacar somente uma que tenha lhe chamado mais a atenção. Todas lhe são especiais, desde aquelas em que ela faz um acompanhamento mais detalhado até as pessoas que com uma conversa simples conseguem fazer mudanças significativas. 

Todavia ela se lembra de uma história que lhe comoveu bastante. Uma jovem lhe mandou mensagem em sua página profissional em uma rede social pedindo que rezasse por ela pois tinha ingerido soda cáustica e o prognóstico não era muito bom. “Conversando com ela descobri que estava há dias internada e que não recebera nenhum tipo de assistência como se alimentar ou beber água”.

A psicóloga conta que passou a visita-la e acompanha-la todos os dias durante um mês e o tratamento dela mudou a partir de então. Ela conseguiu se recuperar, passou por uma reconstrução do esôfago e hoje é dona do seu próprio negócio. “Eu não consigo cruzar os braços se ver alguém precisando de ajuda. Creio que se ela não tivesse enviado aquela mensagem, hoje não estaria mais aqui.”

Cada etapa de sua jornada profissional é comemorada com muita alegria, desde o seu primeiro emprego até os seus atendimentos na clínica ou em avaliações admissionais. “Já atendi de forma remota algumas pessoas de outros países e fui entrevistada pelo UOL. Atualmente estou na minha quarta pós-graduação. Cada paciente é uma nova conquista”.

Para o futuro ela já tem planos bem estruturados. Quero expandir mais ainda o meu trabalho profissional, quero levar a psicologia e o meu nome o mais longe possível e com isso ajudar o maior número de pessoas que eu conseguir”. Alguém duvida de que ela vai chegar lá? Pois é, nós também não.

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