Lifestyle

O medo da calvície feminina

Quando os cabelos começam a ficar ralos e a mostrar o couro cabeludo, a insegurança cresce entre as mulheres. Saiba como contornar esta condição.

Joana Raspini  - Rara Gente
10/05/24 às 09h37

Os fios de cabelo começam a afinar e cair, às vezes até de forma rápida, deixando vazios que mostram o couro cabeludo. À medida que eles raleiam, raleia também a autoestima e engrossa o medo. Se calvície e queda de cabelos são condições que muito afetam os homens, imagine quando ameaçam acometer as mulheres, na chamada alopecia androgenética feminina?

Este é um assunto cercado de tabus e incertezas. Porém, existem diversas formas de tratar a alopecia e de lidar com ela - uma situação responsável por afinar os fios até que eles parem de crescer. Atinge cerca de 5% da população feminina mundial, espalhando insegurança e abalando a autoimagem. A exemplo de outros distúrbios dermatológicos, a alopecia feminina tem relação com predisposições genéticas e hormonais.

Em sua forma mais comum, é desenvolvida na adolescência, mas costuma se manifestar na vida adulta. Diariamente, é normal que as pessoas percam de 60 a 100 fios de cabelo, sobretudo no outono e inverno, estações com menor incidência solar. Assim, é possível considerar que nem toda queda de cabelos é alopecia. Mas também é preciso ficar atenta para entender os sinais e procurar ajuda de um dermatologista, caso a quantidade de fios no chão, escova ou ralo do banheiro comece a aumentar significativamente.

OS SINAIS

Perda dos fios em vários pontos da cabeça, principalmente no topo, diminuição da espessura e redução gradual do volume do cabelo, alargamento da risca que reparte o cabelo e maior exposição do couro cabeludo estão entre os principais sinais de alerta para diagnosticar a doença.

Mas como estes são sintomas também associados a outros tipos de problemas capilares, o dermatologista ou tricologista poderão avaliar com precisão e prescrever o tratamento mais adequado para cada caso.

Para muitas mulheres, a condição capilar pode ser uma questão difícil de lidar, porque geralmente está relacionada a outras doenças, como diabetes e hipotireoidismo, por exemplo. Mas, talvez, o ponto mais impactante seja realmente na autoestima, já que parte da sociedade ainda associa o cabelo à feminilidade e o medo de que as quedas aumentem e levem a uma calvície são grandes. Assumir a condição é um processo de desconstrução que faz com que muitas mulheres tenham que ressignificar a forma com que se veem no espelho. E só quem passa por esse processo - de lidar com os olhares e com a autoaceitação - entende de fato o que é conviver com alopecia.

TRATAMENTOS PARA CONTORNAR A SITUAÇÃO

Por se tratar de um problema de origem genética, a calvície feminina e masculina não tem cura, no entanto, há opções de tratamentos que controlam e evitam o avanço do problema. Os medicamentos orais são usados como bloqueadores hormonais. Entre eles estão os anticoncepcionais. Já a medicação tópica, normalmente é utilizada para estimular a revitalização dos folículos, favorecendo o crescimento dos fios, onde já não cresciam mais.

No entanto, ainda é possível realizar procedimentos a laser e transplante capilar. O primeiro ajuda a mudar o ciclo de crescimento dos fios, auxiliando no controle do problema. É realizado em clínicas especializadas, em pelo menos seis sessões. No transplante capilar, os fios são implantados nas áreas afetadas, um a um, e os resultados começam a aparecer em seis meses. Uma forma mais difícil, porém possível, é aprender a conviver com a calvície feminina.

Afinal, ter o cabelo curto ou raspado não diminui a beleza ou a feminilidade de ninguém, mas sim, ressalta a força de quem lida abertamente com os desafios. Seja qual for a escolha, é sempre recomendável contar com o acompanhamento de profissionais da sua confiança, especializados em dermatologia ou tricologia.

RESPALDO PROFISSIONAL

Começar a controlar o problema, de forma precoce, é o ideal. Por isso, ao identificar que os cabelos estão ficando mais finos, ou caindo mais que o normal, consulte seu dermatologista.

Os dermatologistas também recomendam que os cabelos sejam lavados com frequência, para manter o couro cabeludo equilibrado, sem sujeiras, oleosidade, coceiras ou descamações. Porém, é ideal evitar temperatura alta da água, do secador ou chapinha. Outras dicas são tratar a caspa e apostar em produtos antiqueda que fortaleçam os fios, pois toda ajuda por ser bem-vinda no combate à alopecia

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
ÚLTIMAS EM LIFESTYLE
RARA Gente - A mais tradicional revista de Três Lagoas
Editor responsável:
Ivete Binda Mendonça
agitta@agitta.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.