Você acorda cedo, se arruma para trabalhar e.... Acabou o café. Tudo bem, nada demais, “como alguma coisa na padaria”. Corta para a garagem: esqueceu de abastecer o carro. Ok, sem estresse, “pelo menos eu tenho um carro”. Chega no trabalho recebe um berro do chefe porque atrasou. “Ah! mas eu tenho um trabalho”. Na volta acaba a gasolina, o posto fica longe, o celular não pega, você anda e começa a chover... Até que horas vai durar o papo de ‘gratiluz’, hein?
Há alguns anos existe nas redes sociais um movimento que pede que sejamos gratos por tudo que acontece em nossa vida. É como se tivéssemos sido inundados por uma névoa de otimismo dizendo que PRECISAMOS tirar uma lição de tudo o que acontece de ruim em nossas vidas e que NUNCA, JAMAIS, EM TEMPO ALGUM devemos reclamar.
É uma onda de ‘positividade tóxica’, na verdade. Esse termo irônico foi adotado pela internet para criticar justamente essa demanda de otimismo com a qual temos que lidar diariamente. Já não é mais raro encontrar perfis que compartilham a frase: ‘entrego, confio, aceito e agradeço’.
Entretanto se você já viu ou pelo menos ouviu falar da animação ‘Divertida Mente’, vai ter referências suficientes para entender que não é bem assim que funciona e que não é possível ser feliz e grato o tempo inteiro.
