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"Namore-se e se der certo namore com alguém"

Apesar de muitas vezes serem negligenciados em nossas vidas, deixar autoestima e amor próprio de lado pode causar um prejuízo muito grande a médio e longo prazo

Daniela Galli
13/12/22 às 08h00

A frase que foi escolhida para ser o título deste texto foi escrita e divulgada amplamente pelas redes sociais do Padre Fábio de Melo em 2021. O sentido dela é autoexplicativo e nem demandaria tantas palavras para falar sobre isso. Porém, o caminho percorrido até chegar à fase de ‘namorar a si mesmo’, é muito longo. E é justamente isso que vamos abordar neste texto.

Entre os termos também muito debatidos atualmente estão os conceitos de autoestima e de amor próprio. Embora muitas pessoas possam achar que ambos significam a mesma coisa, os conceitos são bem diferentes. Mas a confusão acontece por que, segundo a psicóloga Marisa Beraldo, eles ‘caminham de mãos dadas’.

“O amor próprio está relacionado a nossa auto aceitação em níveis diferentes como o físico, espiritual, emocional e mental. Já a autoestima diz respeito à quantidade de ‘estima’ que a pessoa tem dedicado a si mesma. O quanto ela tem se tratado com carinho e tem respeitado os seus próprios limites. É através destes dois conceitos que temos um bom relacionamento conosco”.

“É preciso se olhar com carinho, ser gentil com você mesmo, ser sua prioridade, aprender a falar não”

Marisa diz que é impossível alcançar a felicidade plena sem ficar em dia com a autoestima e com o amor próprio. “Precisamos nos sentir bem com nós mesmos para aproveitarmos os bons momentos ou para vivenciar com mais tranquilidade as decepções, dores, frustrações e outras situações desagradáveis que não conseguimos evitar em nossas vidas”.

Apesar de muitas vezes serem negligenciados em nossas vidas, deixá-los de lado pode causar um prejuízo muito grande a médio e longo prazo. Marisa explica que não só a nossa cabeça, mas também o nosso corpo, pode sofrer com isso. A lista de malefícios é bem extensa. “Isso pode impactar várias esferas da nossa vida. Pode haver aumento da ansiedade, depressão, estresse, desânimo, alteração de apetite, problemas de relacionamento, queda na produtividade, abuso de bebidas alcoólicas, medo, insônia, cansaço, auto sabotagem, sensação de não ser bom, bonito, agradável, merecedor o suficiente. A falta de amor próprio nos deixa muito vulneráveis e fica muito difícil demonstrarmos a nossa própria essência”. 

Dificuldades

Até agora, aparentemente, vocês podem pressupor que é muito fácil ter amor próprio e autoestima, não é mesmo? Não é. Afinal, não basta fazer com que eles cheguem até você. Assim como um carro que precisa passar por revisão e as peças dele necessitam de manutenção periódica, amor e autoestima devem ser tratados com o mesmo cuidado. Aí é que começa a ficar difícil. “Isso pode vir de crenças limitantes sobre um ou vários aspectos da nossa vida, geralmente elas estão associadas a fatores emocionais muito pessoais e delicados, como por exemplo, a falta de amor da própria família durante a infância”.

Outro ponto importante citado por Marisa é a falta de autoconhecimento. Se a pessoa não sabe o que se passa dentro dela, é mais difícil ainda verificar o que falta e até o que sobra. “Quando eu me conheço, sei das minhas qualidades, meu potencial e minhas virtudes. Desta forma as dificuldades e as limitações são minimizadas e mais facilmente aceitas. Uma pessoa que também sabe o que lhe desagrada, vai impor limites. Quem não se conhece vive no piloto automático e foca somente em seus defeitos”.

Como melhorar?

Se você chegou até aqui e, por acaso, percebeu que falta amor próprio e autoestima em sua vida, calma que nem tudo está perdido. A psicóloga esclarece que existem algumas técnicas que podem ajudar a exercitá-los.

A primeira delas já foi citada anteriormente: conheça o seu interior, o que gosta ou não, o que aceita ou não e daí por diante. “É preciso se olhar com carinho, ser gentil com você mesmo, ser sua prioridade, aprender a falar não”.

A outra é estar sempre em sintonia com suas qualidades e seus acertos em detrimento dos seus erros. “Focar naquilo que fez de errado ou nas limitações que você tem, faz com que anule suas características positivas e o que fez de bom”.

A terceira técnica e, talvez a mais importante, é: busque ajuda profissional se não conseguir  fazer tudo isso sozinho. Marisa diz que a psicoterapia com psicólogo permite que o indivíduo possa dominar e administrar melhor os seus sentimentos.  

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