A frase que foi escolhida para ser o título deste texto foi escrita e divulgada amplamente pelas redes sociais do Padre Fábio de Melo em 2021. O sentido dela é autoexplicativo e nem demandaria tantas palavras para falar sobre isso. Porém, o caminho percorrido até chegar à fase de ‘namorar a si mesmo’, é muito longo. E é justamente isso que vamos abordar neste texto.
Entre os termos também muito debatidos atualmente estão os conceitos de autoestima e de amor próprio. Embora muitas pessoas possam achar que ambos significam a mesma coisa, os conceitos são bem diferentes. Mas a confusão acontece por que, segundo a psicóloga Marisa Beraldo, eles ‘caminham de mãos dadas’.
“O amor próprio está relacionado a nossa auto aceitação em níveis diferentes como o físico, espiritual, emocional e mental. Já a autoestima diz respeito à quantidade de ‘estima’ que a pessoa tem dedicado a si mesma. O quanto ela tem se tratado com carinho e tem respeitado os seus próprios limites. É através destes dois conceitos que temos um bom relacionamento conosco”.
“É preciso se olhar com carinho, ser gentil com você mesmo, ser sua prioridade, aprender a falar não”
Marisa diz que é impossível alcançar a felicidade plena sem ficar em dia com a autoestima e com o amor próprio. “Precisamos nos sentir bem com nós mesmos para aproveitarmos os bons momentos ou para vivenciar com mais tranquilidade as decepções, dores, frustrações e outras situações desagradáveis que não conseguimos evitar em nossas vidas”.
Apesar de muitas vezes serem negligenciados em nossas vidas, deixá-los de lado pode causar um prejuízo muito grande a médio e longo prazo. Marisa explica que não só a nossa cabeça, mas também o nosso corpo, pode sofrer com isso. A lista de malefícios é bem extensa. “Isso pode impactar várias esferas da nossa vida. Pode haver aumento da ansiedade, depressão, estresse, desânimo, alteração de apetite, problemas de relacionamento, queda na produtividade, abuso de bebidas alcoólicas, medo, insônia, cansaço, auto sabotagem, sensação de não ser bom, bonito, agradável, merecedor o suficiente.
A falta de amor próprio nos deixa muito vulneráveis e fica muito difícil demonstrarmos a nossa própria essência”.