Para conceber uma matéria de alto calibre, sobre a pessoa que está na capa desta publicação, o ideal seria que a entrevista fosse realizada com tranquilidade, em um local neutro, mas com infraestrutura, porém sem hora certa para terminar. Afinal de contas, estamos falando de quem emprestou a sua própria face para, literalmente, abrir a revista.
Mas não: Monya Padovini Lopes recebeu a nossa equipe nas novas instalações do Hospital de Olhos de Três Lagoas, em sua sala, na área administrativa. Apesar da máscara, foi reconhecida pela foto do aplicativo de conversa. Uma mulher de olhos brilhantes, bastante educada com todos ao redor, inclusive com a equipe.
Uma executiva de salto alto, maquiagem, com uma saia lápis e um tailleur cuidadosamente bem cortado e de alta costura; uma pessoa um tanto seca que chegaria a ser um pouco fria. Novamente, não: Monya nos recebe de calça jeans, uma camisete branca confortável que é o uniforme da empresa, com o nome do hospital bordado do lado esquerdo.
Dois olhos cor de mel bem brilhantes, um par de brincos pequenos e discretos. Somente no acessório que ela coloca e tira a todo momento, os óculos, é que ela deixa escapar um pouco a personalidade vibrante que estamos prestes a conhecer: ele é grande, colorido e com bastante brilho.
A sala estava incompleta e ainda sem muita decoração. Nossa entrevista aconteceu exatamente uma semana depois da mudança do Hospital para o prédio novo. A mesa, grande e espaçosa, não esconde o tanto de trabalho que ela tem; são muitos papeis, boletos, lembretes entre outras coisas.
Mais uma pista do que viria a seguir: na parede dois desenhos feitos pelos gêmeos Branca e Mathias. Depois de bem acomodada, deu-se início ao que seriam três horas de bate papo, entre ligações de celular, telefone e recados de funcionários. Neste exato momento a impressão da executiva se desfaz como uma nuvem e começa a tomar forma na cabeça a imagem de todas as mulheres fortes e admiráveis das quais se tem notícia, entre outras palavras, um milhão de mulheres em uma só.
