Paulista de São Joaquim da Barra, Isabel Cintra acredita no poder dos livros em mudar pessoas, bem como na importância de a representatividade estar presente em sua escrita. Em Corvo-Correio, a autora agrega palavras e cores para expressar tolerância, igualdade e representatividade ao falar de José, um pássaro sonha voar ao lado dos imponentes pombos brancos e tem de enfrentar preconceitos raciais.
Cada uma das situações de preconceito sentidas na pele por Isabel hoje dá força para ensinar às crianças sobre como lidar com o racismo e superar as adversidades. Esta é “uma forma de falar de racismo sem mencioná-lo”, explica a autora, que tem a sutileza e leveza como estratégias para levar ao público infantil a discussão de assuntos tão complexos quanto estes.
