O embate entre Israel e Irã, que voltou a ganhar destaque nas últimas semanas após confrontos iniciados em 13 de junho, é mais um capítulo de uma rivalidade que já dura décadas.
Para compreender o contexto, é preciso voltar no tempo, mais precisamente até 1979, ano da Revolução Islâmica que transformou radicalmente o cenário político no Irã.
Antes da revolução, as relações entre os dois países eram cordiais. Israel e Irã mantinham cooperação diplomática e comercial, e o regime iraniano era alinhado ao Ocidente. Mas tudo mudou com a ascensão do aiatolá Ruhollah Khomeini, que instaurou uma república islâmica teocrática e antiocidental.
O novo regime se posicionou como anti-imperialista e abertamente contra Israel, considerado por Teerã como um inimigo legítimo. Desde então, as tensões aumentaram, embora, em alguns momentos, tenham existido episódios de cooperação estratégica velada entre os dois países.
O conflito que se intensificou em junho de 2025 já deixou diversos feridos e volta a colocar em evidência a disputa geopolítica no Oriente Médio. Para quem quer entender melhor essa complexa relação, a Gente separou algumas produções que ajudam a iluminar os bastidores da tensão:
Israel/Irã/EUA: A longa guerra (Prime Video)
Dividido em duas partes, o documentário apresenta um panorama de quatro décadas de conflitos na região. A partir da Revolução Islâmica no Irã, a produção acompanha eventos-chave como a invasão israelense ao Líbano (1982), a guerra civil na Síria (2011) e os embates indiretos entre Irã e Israel.
A Diplomata (Netflix) – Série de ficção
Embora não seja um documentário, a série “A Diplomata” mergulha no universo da geopolítica internacional. A trama acompanha Kate Wyler (Keri Russell), uma diplomata americana que assume uma missão urgente após a explosão de um porta-aviões britânico nas proximidades do Irã.
O Espião (2019) (Netflix)
Baseada em fatos reais, a minissérie estrelada por Sacha Baron Cohen retrata a história de Eli Cohen, agente do Mossad que se infiltrou no alto escalão do governo sírio nos anos 1960. Embora o foco principal seja a Síria, o enredo revela as engrenagens da espionagem no Oriente Médio e os interesses cruzados de potências como Irã, Israel e seus aliados.