Lifestyle

Entenda os riscos e consequências do excesso de telas na infância

A psicopedagoga e analista de comportamento Petula Araújo destaca que a tecnologia é um caminho sem volta, mas que falta gerenciamento adequado por parte dos pais e responsáveis.

Isabele Araujo - Rara Gente
04/06/25 às 15h09

Com o fácil acesso a plataformas como TikTok e YouTube, o uso excessivo de telas entre crianças tem gerado alertas entre especialistas. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que a exposição a telas ocorra apenas após os dois anos de idade. No entanto, a realidade atual é bem diferente e preocupante.

A psicopedagoga e analista de comportamento Petula Araújo, sócia-proprietária da clínica Aba Vida, destaca que a tecnologia é um caminho sem volta, mas que falta gerenciamento adequado por parte dos pais e responsáveis. Segundo ela, o uso descontrolado de telas pode trazer prejuízos emocionais, sociais e cognitivos às crianças.

“A tecnologia é inevitável, mas o que percebo é a ausência de limites claros e da supervisão ativa dos pais”, afirma Petula.

(Foto: Reprodução)

Comportamentos precoce e distorcidos

Petula alerta para um tópico delicado: meninas de até 6 anos têm apresentado comportamentos sexualizados, muitas vezes sem entender o que estão reproduzindo. Isso é reflexo do tipo de conteúdo ao qual estão expostas, muitas vezes sem filtro ou orientação.

Entre os meninos, o problema gira em torno do acesso precoce à pornografia e vícios em jogos, o que afeta diretamente a forma como lidam com emoções, socialização e autoestima.

Além disso, crianças estão expostas a crimes virtuais, como aliciamento, abuso e golpes financeiros, alerta a especialista. Confira o vídeo de Petula: 

Efeitos cerebrais dos conteúdos acelerados

O consumo constante de vídeos curtos e estimulantes, comuns em apps como TikTok, leva o cérebro da criança a um estado de hiperativação, acionando ao mesmo tempo áreas ligadas à visão, audição e emoção. Essa sobrecarga pode prejudicar:

  • A concentração
  • A capacidade de refletir
  • O desenvolvimento cognitivo e emocional

Em contrapartida, desenhos mais calmos e com histórias simples são benéficos, pois:

  • Evitam a sobrecarga sensorial
  • Estimulam a atenção sustentada
  • Promovem a interpretação de narrativas

Como os pais podem agir?

Supervisione: converse com seu filho, entenda o que ele vê e gosta nas telas.

Participe: integre o mundo digital ao seu ciclo de convivência real.

Modele comportamentos saudáveis: crianças imitam os adultos.

Estabeleça regras claras: como não usar o celular nas refeições ou antes de dormir.

Use ferramentas de controle parental e configure a segurança dos dispositivos.

Priorize o tempo em família e reflita: o celular é mesmo necessário agora?

Gostou desse conteúdo?  Siga a @raragente nas redes sociais e tenha acesso a melhor curadoria de moda, beleza, estilo de vida, saúde e cultura.

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
ÚLTIMAS EM LIFESTYLE
RARA Gente - A mais tradicional revista de Três Lagoas
Editor responsável:
Ivete Binda Mendonça
agitta@agitta.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.