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Como cuidar do relacionamento das crianças com a tecnologia para não prejudicá-las

As consequências a médio longo prazo do contato direto das crianças com celulares, tablets e computadores podem ser prejudiciais

Rara Gente - Beatriz Rodas
12/01/18 às 13h56
O máximo indicado é que as crianças passem até duas horas por dia no celular (Divulgação/Rara Gente)

A infância é um dos períodos mais importantes na vida de qualquer pessoa. A palavra que melhor define essa fase é "desenvolvimento". É durante a infância que construímos nossa identidade, trabalhamos nossa personalidade, desenvolvemos nosso potencial ético, moral, estético, social, cultural, intelectual, espiritual, entre outros aspectos.

Na infância, através da brincadeira, as crianças aprendem a projetar-se para dentro da realidade, trilhando passo a passo, ludicamente, os caminhos em direção à vida adulta. Mas a infância dos dias de hoje é o oposto da infância dos nossos antepassados, até mesmo da sua, que está lendo.

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Com o avanço e a acessibilidade da tecnologia, o perfil das crianças vem se modificando gradativamente.

O desafio de pais e educadores em relação ao processo de ensino e aprendizagem dos alunos é encontrar o equilíbrio entre o ensino tradicional e as diversas atrações disponíveis no celular das crianças.

O tempo consumido nas redes sociais domina as horas de lazer e a interação digital disputa a atenção dos alunos e compete, até mesmo, com as atividades mais dinâmicas.

Brincar na rua, pique-esconde com os amigos, ralar os joelhos durante as brincadeiras... A maioria das crianças de hoje em dia não vivem o que os adultos viveram durante a infância. Então a Gente abordou um olhar profissional sobre o desenvolvimento infantil aliado à tecnologia para que pais e responsáveis possam entender melhor e tenham uma visão sobre essa relação.

Falou, tá falado!

Segundo a psicóloga infantil Ana Luiza Quatrina, “os reflexos futuros de uma criança que cresce tendo de obedecer às regras estabelecidas pelos pais são os limites que a criança terá e o fato de aprender a tolerar frustrações do dia a dia”. 

No passado, havia uma distância muito grande entre pais e filhos. A educação era muito rígida e severa, repleta de limites castradores e não tão raros castigos corporais e humilhantes – como ouvimos testemunhos ao perguntarmos para nossos pais e avós como foram educados.

Com o tempo – felizmente – muitas mudanças aconteceram nessa relação e os pais, gradualmente, foram se aproximando de seus filhos, com laços fraternais conciliados à autoridade que exercem sobre eles.

A questão é quando os pais se tornam antirrepressivos e têm dificuldades para impor limites aos filhos – ou não impõem por opressão de avós, tios ou outras influências.

Então, deixam que seus filhos façam o que quiserem, que "passem da conta” e se tornem indisciplinados e arredios a qualquer determinação dos adultos.

Do autoritário ao permissivo são dois extremos, dois comportamentos radicais, nocivos para a educação e formação dos pequenos. A compreensão deve andar lado a lado com os métodos e as atitudes tomadas pelos pais, para serem medidas sábias que não os prejudiquem a longo prazo.

A base da educação, junto ao uso da tecnologia, é o estabelecimento de regras; tempo pré-determinado para a criança ou adolescente navegar na internet; o que pode e o que não pode fazer; uso de redes sociais de acordo com a opinião dos pais; ter autoridade sobre o domínio que a criança acredita ter sobre a internet, etc. Posicionamento é a palavra-chave. Sim é sim... Não é não. Assim a criança saberá até aonde pode ir e o que pode fazer, e que seus pais têm palavra - o que eles impuseram é o correto e não vai mudar.

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