Um estudo internacional publicado no
Journal of Human Development and Capabilities
mostrou que crianças que usam smartphones antes dos 13 anos têm maior risco de desenvolver problemas como
ansiedade, baixa autoestima e até pensamentos suicidas.
A pesquisa, que analisou dados de quase 2 milhões de pessoas em 163 países, revelou que quanto mais cedo o contato com esses dispositivos, piores são os índices de saúde mental, especialmente entre meninas.
Segundo os números do estudo, para cada ano antes dos 13 em que uma criança ganha um smartphone, seu bem-estar emocional diminui. No Brasil, os dados alertam:
89% das crianças brasileiras de 9 a 17 anos
estão online, conforme levantamento do CGI.br em 2019,
sendo que 95%
usam o celular como principal dispositivo.
Entre os principais riscos associados, estão o
cyberbullying,
distúrbios do sono, dificuldade de regulação emocional e relacionamentos familiares fragilizados.
Cérebro infantil e vulnerabilidade
O cérebro humano só atinge a maturidade completa por volta dos 25 a 30 anos. Áreas críticas como o
córtex pré-frontal,
o responsável por controle de impulsos, tomada de decisões e atenção, ainda estão em desenvolvimento na infância. A exposição precoce a redes sociais e estímulos digitais intensos pode sobrecarregar o cérebro, reduzir a capacidade de concentração e gerar dependência tecnológica.
Como cuidar dos seus filhos?
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Estabelecer horários livres de telas
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Priorizar atividades offline, como esportes, leitura e brincadeiras
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Dialogar sobre os riscos do mundo digital
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Usar ferramentas de controle parental
Com informações de VEJA e BBC
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