Pela primeira vez em mais de 100 anos, o Rio Sena, em Paris, foi liberado para banho. Desde 1923, nadar em suas águas era proibido devido aos altos níveis de poluição, que representavam riscos graves à saúde. A liberação marcou um feito histórico, impulsionado pelo legado dos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
A reabilitação do Sena foi possível graças a um investimento robusto de
1,4 bilhão de euros (cerca de R$ 8,1 bilhões).
O plano incluiu a construção de novas estações de tratamento de esgoto, um enorme reservatório para conter águas contaminadas em dias de chuva, além da conexão obrigatória de todos os barcos residenciais à rede de esgoto da cidade.
A abertura das zonas para natação com vestiários, chuveiros e estrutura que remete a uma praia urbana, permitiu que até 300 pessoas por vez desfrutassem da nova experiência parisiense, durante o verão europeu.
Três pontos ao longo do rio foram liberados, gratuitamente, para o público com idade mínima de 10 ou 14 anos, conforme a área.
No entanto, a alegria durou pouco. Já no domingo (6), a natação foi novamente proibida, devido às chuvas intensas que elevaram os níveis de bactérias na água. A expectativa é de que, em dias de tempo estável, o banho no Sena volte a ser liberado, como parte da programação sazonal.
A liberação do rio para banho é considerada um marco ambiental e urbano para a cidade luz, que sonha com um Sena limpo e acessível para todos, um século depois da proibição.
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