A união faz a força e pode fazer toda a diferença na vida da pequena Ana Beatriz Corcino da Silva de apenas um ano e um mês, diagnosticada com AME (Atrofia Muscular Espinhal) tipo 1. Com esse intuito, o chef de cozinha Kaique Bezerra, realizará no dia 1º de maio uma galinhada beneficente em prol da Ana Beatriz que precisa de um medicamento que custa R$ 12 milhões.
O valor da galinhada é R$ 15. As encomendas podem ser feitas com o chef Bezerra, através do telefone (67) 9239-3097. A equipe responsável pela galinhada também fará entrega. Mais informações podem ser obtidas com o chef Kaique Bezerra.
Os pais da Ana Beatriz, Aline Coelho da Silva e Breno Corcino Alves estão correndo contra o tempo para que a pequena possa tomar o remédio, que é considerado o mais caro do mundo.
AME
A atrofia muscular espinhal é classificada de maneira mais completa em 5 tipos (0, I, II, III e IV), de acordo com a idade em que os sintomas se desenvolvem e a sua gravidade. Nos casos mais graves (tipos 0 e I), problemas motores e respiratórios se desenvolvem já nos primeiros meses de vida.
Os tipos de AME mais comuns de atrofia muscular espinhal são os tipos I, II e III. Dentre os indivíduos que nascem com AME, cerca de 60% desenvolvem o Tipo 1 da doença e apresentam perda rápida e irreversível dos neurônios motores.
É importante saber que a classificação em tipos é clínica, conforme os marcos motores que o paciente alcançou e a idade de início dos sintomas. Não é o resultado do exame genético nem o número de cópias de SMN2 que vão dizer qual o tipo de AME do paciente.
Tipo 1 – Forma infantil grave:
Os sintomas aparecem até o sexto mês de vida. A criança apresenta movimentos fracos e necessita de auxílio para respirar (suporte de ventilação) normalmente antes de completar um ano de vida. Geralmente não conseguem sustentar o pescoço e não atingem o marco motor de sentar sem apoio. Também apresentam dificuldade de engolir (o que resulta em engasgos frequentes). A criança apresenta fasciculação (tremor) na língua e normalmente tem choro e tosse fracos, e, devido à hipotonia, é comum ficar na postura de “perna de sapinho”.
