O Podemos, partido que concentra as três cadeiras do Senado no Paraná - com Alvaro Dias, Flávio Arns e Oriovisto Guimarães -, indicou apoio à Simone Tebet (MDB-MS) para a presidência da Casa. A nova mesa-diretora será instituída no dia 1º de fevereiro e a presidência ficará responsável pela condução da Câmara Alta no biênio 2021-2022.
Além dos senadores paranaenses, outro forte apoio veio de José Serra (PSDB), parlamentar eleito pelo Estado de São Paulo.
Advogada, Simone é sul-mato-grossense, natural de Três Lagoas, e exerceu papéis importantes no Senado, como presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
“Declaro meu apoio à senadora Simone Tabet p/ a Presidência do Senado. Renovar é preciso e estou certo de que sua eleição será um grande avanço. À frente da CCJ, Simone nos mostrou seriedade e espírito democrárico. Agora, vamos elegê-la a 1ª mulher presidente do Senado”, disse o senador paulista no Twitter.
Com o apoio, Simone desponta como um nome forte para a presidência da casa. Seu partido, o MDB é o que tem a maior bancada, com 15 representantes, e o Podemos, que declarou apoio nesta quarta-feira, tem a terceira maior bancada com nove nomes. A senadora entra na disputa como oposição, visto que o candidato do atual presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP) é Rodrigo Pacheco (DEM-AP).
Caso confirmem-se os apoios já declarados - no voto de cada senador -, Simone tem 24 dos 81 votos para a presidência da casa, enquanto Pacheco concentra votos da segunda maior bancada, o PSD, com 11 votos, PP com sete votos, PT com seis votos, Pros e PL com três votos cada, Republicanos com dois votos e PSC com um voto, além de seu próprio partido, o DEM, que conta com mais cinco cadeiras, totalizando 38 votos.
Embora Serra tenha declarado apoio a Simone, o PSDB ainda não formalizou apoio, mas o partido concentra sete senadores da República. O número que visa cada um dos candidatos ao posto máximo do Senado Brasileiro é: 41 - o que garante maioria na votação da presidência da Casa.
