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O jeito Janda de ser feliz!

Precisa de uma dose de energia positiva no seu dia? Então leia, sinta, e se emocione com a história desta mulher tão autêntica.

Bruna Taiski
21/11/20 às 08h00
Rara Gente

Pessoas positivas assumem a responsabilidade por suas vidas e encontram motivação em quase todas as situações. No entanto, não se limitam apenas em: “vai dar certo”, e sim, em um conjunto de ações, vivências e atitudes. A história que vocês lerão nas próximas páginas é recheada de vários exemplos, e a matéria de capa desta edição tem aquele alto astral que todos nós precisamos... Principalmente em tempos tão difíceis.

Era uma manhã ensolarada em Três Lagoas e fazia muito calor, mas nada mais caloroso que a recepção preparada para nós, na casa da Janda, do marido Antonio João e com as cachorrinhas Sol e Flor. De máscara, não vimos o seu sorriso largo, mas os olhos ‘sorriam’ e brilhavam mesmo assim: “Bem-vindos ao meu lar, Rara Gente”.

A casa é um tesouro de memórias afetivas e ela guarda cada item com muito carinho. “Eu sou da época em que ouvíamos novela pelo rádio” - aponta para o rádio antigo e bem conservado na sala - “Almoçávamos, mamãe ligava o rádio e ouvíamos a novela... Até a vizinha sentava para escutar com a gente”.

E por falar em afeto, Janda é apegada a família, aos amigos e em ajudar o próximo. Possui mais de 16 anos dedicados ao voluntariado e está como presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer. “Eu tenho muito amor no coração: para dar, vender, emprestar, doar...”.

A sua jornada como uma mulher tão autêntica é marcada por encontros, desencontros, lutas, lutos, desafios e resiliência. Se você precisa de uma dose de energia positiva no seu dia, então leia, sinta, e se emocione com a Gente.

Saudades que ficam

No dia 28 de agosto de 1965 o casal João Alves da Silva e Edith Penha de Souza teve a segunda filha, Janda Penha Silva Carvalho. “Uma pena que meu pai foi embora muito cedo, mas mamãe diz que papai foi muito amoroso. Aos 37 anos ele partiu, não tenho nenhuma lembrança dele - eu tinha dois anos de idade quando ele faleceu”.

Passados três anos, Edith casou-se novamente com Manoel Avelino de Souza, do qual, Janda recorda com muita saudade no peito. Manoel a criou e amou como um de seus filhos por 18 anos e também partiu há 34 anos. “Ele fez por mim tudo aquilo que um pai de verdade, um pai amoroso faz pelos seus filhos. Quando as pessoas perguntam como se chama o meu pai eu respondo: João Manoel”.

Dona Edith atualmente está com 84 anos de idade e é extremamente saudável, forte e batalhadora; ela é um espelho para a filha. “Mamãe é o meu bem maior, é a coisa mais linda que eu tenho na minha vida e eu gostaria de ser como ela. Ela é um ser superior, tem um coração, uma bondade e uma energia, enormes...”.
Janda tem três irmãos biológicos: Édson, Juacy e Valmir, além dos quatro irmãos - filhos de Manoel - Carlos e Maria Lúcia, e as duas irmãs que já partiram, Tereza e Sônia.

“Mamãe é o meu bem maior, é a coisa mais linda que eu tenho na minha vida e eu gostaria de ser como ela. Ela é um ser superior, tem um coração, uma bondade e uma energia, enormes...”.

Rara Gente

 “Apesar de ter tido uma infância muito pobre, eu fui muito amada. Minha mãe sabia onde nós estávamos, com quem estávamos e o que estávamos fazendo.

Quando criança, levei todas as broncas necessárias e minha mãe nunca nos judiou... Mas aquela varinha de goiaba vinha na hora certa. Eu lembro disso até com certo carinho, porque, era o tipo de educação que existia na época e sou extremamente grata a minha mãe”.

Dona Edith foi rígida, todavia muito amorosa - e ainda é, segundo os filhos. O Natal sempre foi uma data inesquecível para a família... O espírito natalino e os presentes eram sagrados. “Minha mãe trabalhava muito para nos comprar os presentes e eu lembro que nós ficávamos com sono, os olhinhos quase fechando, mas queríamos ver o Papai Noel chegar. Minha mãe nunca nos contou que ele não existe e que era ela quem comprava os presentes”.

A felicidade perdurava após o natal, sempre havia espaço para a alegria. Esconde-esconde, passa anel, perna lata; essas foram algumas das várias brincadeiras de criança. Os pais jantavam cedo e sentavam na frente das casas, não havia energia elétrica nas ruas e era tudo na base do lampião, lamparina e velas.

“Eles contavam os causos, as vezes a gente sentava também para ouvir os mais velhos, era um respeito maravilhoso, logo os pais levantavam e chamavam... ‘Hora de dormir!’, depois cada um ia para a sua casa”.

Conforme Janda, ela viveu sua infância e adolescência com as mesmas pessoas e se orgulha em manter esses laços de amizade tão fortes. “Crescemos juntos e os filhos dos meus amigos de infância, são meus sobrinhos. E eles nunca questionaram ‘Mas ela não é sua irmã, porque é minha tia?’, é porque eles cresceram assim, sabendo que somos uma família”.

Gostou do conteúdo? Leia mais na edição 93 da Revista Rara Gente. <3

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