Uma mulher três-lagoense denunciou um rapaz que se passou por ela em um site de relacionamentos, divulgando-a como garota de programa.
Gabrielle Borges, 31 anos, recebeu inúmeras ligações e mensagens durante essa semana de homens desconhecidos que a procuravam perguntando por valores de serviços sexuais. Após conversar com um dos rapazes, descobriu que o número do seu celular foi divulgado no “Bate-papo UOL” sem que ela soubesse.
Além do telefone, Gabrielle teve suas características físicas expostas – ficando evidente que quem divulgou o seu número a conhecia -. Depois de desabafar a situação em um grupo de amigos no Whatsapp, um deles confessou que cometeu o ato, justificando ser apenas uma brincadeira.
No entanto, a “brincadeira” prejudicou a saúde de Gabrielle, conforme a jovem, ela teve crises de pânico e a sua mãe chegou a passar mal. Com isso, registrou um boletim de ocorrência contra o amigo que a expôs.
CRIME
Conforme Gisele Truzzi, advogada especialista em Direito Digital, “se o perfil falso criado em uma rede social é de uma pessoa real, viva ou morta, o responsável está cometendo o crime de falsa identidade, pois se faz passar por ela. Já os que usam perfis falsos para caluniar, além da falsa lógica, também devem pagar por crimes contra a honra”.
O acusado infringe o artigo 307 do Código Penal e pode pegar de 3 meses a 1 ano de prisão somente pela falsa identidade.
Acompanhe os prints da denúncia: