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Elas inspiram: Adriana Cézero quebra paradigmas com o Pole Dance

Tudo começou em uma tentativa de trazer algo novo em seu aniversário de casamento

Bruna Taiski
16/04/19 às 07h56

Pole Dance, como é conhecida hoje, tem influência de diversos países. No Brasil, ganhou notoriedade em 2006. A atividade corporal da “Dança no Poste” ainda é vista, por muitas pessoas, como unicamente uma prática erótica? — ?uma arma de sedução – e sofre muito preconceito. Essa vulgarização está sendo, aos poucos, desmistificada por praticantes, que mostram como a modalidade eleva a autoestima da mulher e auxilia na busca pela beleza.

Adriana Cézero, 38 anos, é professora de Pole Dance há oito anos; criada em família evangélica, o sonho de dançar balé foi presente em toda infância. “Não tive a oportunidade de fazer dança devido às condições financeiras; mas, depois de casada, aos 30 anos, a encontrei no Pole. Nunca é tarde para começar a dançar, certo?” – indagou.
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Tudo começou em uma tentativa de trazer algo novo em seu aniversário de casamento. Adriana começou com as aulas sensuais e o interesse foi aumentando ao descobrir os benefícios da parte fitness e acrobática. Logo, ela procurou um especialista renomado, em Curitiba, para investir em cursos profissionalizantes e pediu para o pai – dono de um ferro velho – conseguir uma barra de inox.  “No início, eu achei que meu pai não iria gostar; mostrei um vídeo de pole dance fitness para ele. Mas, ele não teve nenhuma reação de julgamento. Inclusive, meu pai e meu marido arrumaram a barra de Pole Dance e me apoiaram nessa trajetória. Eles são meu braço direito”.

Também é FIT

Já faz quatro anos que Adriana vive essa barra que é o amor pelo Pole Dance profissional. Ela e a amiga Renata inauguraram um estúdio que atende, em média, 60 mulheres. “Eu gerenciava lojas e dividia os horários com as aulas de pole; mas, em 2019 escolhi dar atenção somente ao esporte. Minhas alunas fazem dois tipos de modalidade: o Pole Exotic - onde elas fazem coreografias e aprendem sobre empoderamento e o Pole Fit - que ensina as técnicas e práticas esportivas”.

Quando o assunto é abordado em rodas de conversa ainda gera desconfiança; mas, ela garante que o Pole é também uma atividade fitness legítima, que trabalha corpo e mente. “Nós estamos o dia inteiro em contato com o espelho; fazendo aula com roupas curtas e olhando nosso corpo no reflexo... Então, nós nos acostumamos e começamos a nos enxergar de uma forma diferente”.

Por falar em roupa curta, a roupa é outro tabu da ideia de que Pole Dance é só erotismo - o que não é um problema. Adriana explica que é essencial para a segurança.  “O que nos mantém presa na barra é o atrito com a pele; quando ela está coberta, desliza na barra. Então, a roupa precisa ser mínima”.

Segundo a professora, a atividade pode ser praticada por qualquer mulher - independentemente de sua idade ou peso. Ela é “instigante” e está aí para quebrar paradigmas. Por anos, Adriana vem trabalhando com a ideia de superação; uma superação de preconceitos, de gostar de si e de melhorias na relação a dois. “Tranquei minha faculdade de Gestão Comercial para iniciar esses cursos de pole; desde então, vivo intensamente essa paixão. Também descobri o poder que tenho em cada movimento conquistado” – finaliza. 

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