Lifestyle

Dia da natureza: os aspectos do desenvolvimento sustentável

No dia da natureza, rememoramos esta matéria da edição 47 - onde o debate continua bem atual

Rara Gente
04/10/20 às 09h56

O principal termo quando o assunto é ecologia, hoje, é desenvolvimento sustentável. Isso quer dizer que cientistas, autoridades políticas e população já sabem dos problemas, ao mesmo tempo em que sabem que é impossível frear o crescimento dos países emergentes e que é necessário, ainda, melhorar a qualidade de vida dos países miseráveis, ou seja, que é preciso desenvolver. A sustentabilidade prega que para continuar, é preciso puxar o freio de mão toda vez que os limites naturais estiverem se exaurindo e, ainda melhor, antes mesmo disso ocorrer, sobretudo porque as atividades humanas utilizam recursos naturais e se desenrolam no meio ambiente.

Desenvolvimento sustentável é aquele que comporta três aspectos: social, econômico e ecológico. É um crescimento socialmente justo, ecologicamente correto economicamente viável. É o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometera capacidade de atender às necessidades das futuras gerações. "É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro", apregoa a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento criada pela ONU.


Para chegar a este conceito, que não elimina o modelo desenvolvimentista implementado pelos governos e pelos mercados, mas o faz atuar dentro de critérios estabelecidos, antes vieram as críticas e o medo do colapso. Há 40 anos, pouco se falava em ecologia e meio ambiente. As atividades humanas cresciam, a população idem e tudo parecia transcorrer na maior normalidade. A tecnologia começava a viver sua era de explosão e aprimoramento, o consumo a crescer, junto com a multiplicação de países elevados às melhores condições de crescimento econômico. Foi nesta época que começaram as primeiras gritas contra o desmatamento, seguidas pelas denúncias contra os gases cloro-flúor-carbono (CFC), emitidos por geladeiras, sprays condicionadores de ar, que provocariam danos à camada de ozônio.

Edição 47

Os movimentos em defesa de animais, da qualidade dos oceanos, contra a pobreza de povos também tomaram espaço. Daí, vieram os alertas sobre o efeito estufa e os riscos das emissões maciças de gás carbônico, por fábricas automóveis. E catástrofes foram se somando, ao mesmo tempo em que listas tentavam salvar animais em extinção, ou proteger florestas em devastação.


Entre correr atrás do prejuízo ou tentar se antecipar aos problemas que se acentuariam, os termos e temas ecológicos e as demandas por novos parâmetros se impuseram e passaram a fazer parte da vida. Sustentabilidade, portanto, é imperioso diante dos inúmeros relatórios e estudos elaborados por organizações de defesa ambiental. É um conceito que preconiza novas práticas menos impactantes. "É importante que se tenha uma visão sistêmica ao se considerar as questões ambientais e a autossustentabilidade", afirma o secretário de Meio Ambiente de Três Lagoas, José Estevão Moraes Palma – na época desta edição (ano de 2012).

Segundo ele, qualquer decisão no sentido da industrialização, ou do crescimento para produzir bens e até serviços, deve ser precedida de estudos sobre as condições da localidade e as formas de reduzir os impactos sobre ela. "É preciso conhecer bem o ambiente em que se pretende atuar, saber do seu passado, seu presente e, especialmente, reconhecer as tendências para o seu futuro, tanto em médio quanto em longo prazo. Estas considerações são feitas, principalmente, sob os aspectos dos recursos naturais e energéticos, sociais, demográficos, culturais e políticos do local", afirma Palma.

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
VEJA TODOS OS DESTAQUES
ÚLTIMAS EM LIFESTYLE
RARA Gente - A mais tradicional revista de Três Lagoas
Editor responsável:
Ivete Binda Mendonça
agitta@agitta.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.