O principal termo quando o assunto é ecologia, hoje, é desenvolvimento sustentável. Isso quer dizer que cientistas, autoridades políticas e população já sabem dos problemas, ao mesmo tempo em que sabem que é impossível frear o crescimento dos países emergentes e que é necessário, ainda, melhorar a qualidade de vida dos países miseráveis, ou seja, que é preciso desenvolver. A sustentabilidade prega que para continuar, é preciso puxar o freio de mão toda vez que os limites naturais estiverem se exaurindo e, ainda melhor, antes mesmo disso ocorrer, sobretudo porque as atividades humanas utilizam recursos naturais e se desenrolam no meio ambiente.
Desenvolvimento sustentável é aquele que comporta três aspectos: social, econômico e ecológico. É um crescimento socialmente justo, ecologicamente correto economicamente viável. É o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometera capacidade de atender às necessidades das futuras gerações. "É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro", apregoa a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento criada pela ONU.
Para chegar a este conceito, que não elimina o modelo desenvolvimentista implementado pelos governos e pelos mercados, mas o faz atuar dentro de critérios estabelecidos, antes vieram as críticas e o medo do colapso. Há 40 anos, pouco se falava em ecologia e meio ambiente. As atividades humanas cresciam, a população idem e tudo parecia transcorrer na maior normalidade. A tecnologia começava a viver sua era de explosão e aprimoramento, o consumo a crescer, junto com a multiplicação de países elevados às melhores condições de crescimento econômico. Foi nesta época que começaram as primeiras gritas contra o desmatamento, seguidas pelas denúncias contra os gases cloro-flúor-carbono (CFC), emitidos por geladeiras, sprays condicionadores de ar, que provocariam danos à camada de ozônio.
