Ana Carolina dos Santos e Caroline de Lima Gomes, possuem apenas 18 anos e já são referências no vôlei de praia em Três Lagoas. As atletas estão entre as melhores do Brasil, com sete medalhas de ouro, duas de prata e quatro de bronze. ‘Aninha’, inclusive, foi representante da Seleção Brasileira de Vôlei de Praia nos Jogos Olímpicos da Juventude em outubro de 2018 em Buenos Aires, Argentina. As meninas contaram com um grande apoio da treinadora Ana Rita Muniz – 37 anos - que participou da Academia Brasileira de Treinadores (ABT) em uma especialização pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) no Rio de Janeiro. Só feras, não é?
“Temos atletas, ex-atletas e técnica convocados para integrar a Seleção Brasileira de Vôlei de Praia, isso é muito gratificante, pois nosso município está sendo visto de uma forma ou de outra e creio que teremos um grande Centro de Treinamento na nossa modalidade aqui em Três Lagoas, afinal esse é o nosso objetivo”, diz a treinadora.
Diferente do voleibol tradicional, o vôlei de praia possui dois jogadores para cada equipe, que não podem ser substituídos. Um jogador que se machuque tem cinco minutos para se recuperar. Caso não consiga, a dupla é considerada incompleta e perde a partida. A grande preocupação, no entanto, é aquela que antecede o jogo, o investimento das duplas iniciantes nas viagens para os campeonatos. A dupla de ouro é rankiada – está entre as melhores - por isso tem o apoio da Federação nesses custos.
“O nosso primeiro Brasileiro em 2016 onde pude participar com Aninha e Carol, peguei o meu salário e fomos para o Rio de Janeiro, apenas confiando em nosso trabalho, tive ajuda com 3 diárias pela prefeitura, parcelei nossas passagens em 10x e fomos. Fomos Vice-campeãs Brasileira Sub17 e de lá para cá elas sempre manteram-se rankiadas e não tiveram custos com passagens, tudo custeado pela Federação e Confederação de Voleibol”.
Para Ana Rita, a missão dentro do esporte é formar o atleta cidadão, utilizando o esporte como ferramenta formativa de cidadania. “Estou com uma geração com idade onde temos total autonomia para formação de caráter e valores e isso o esporte oferece de sobra à esses atletas”.
Já Aninha e Carol, almejam alavancar Três Lagoas para o grupo da Primeira divisão e buscam a inclusão do esporte. “Quero provar que independe da sua origem, raça ou status nunca deixe que ninguém fale que você não é capaz”, afirma Carol.
“Nossa missão é ser espelho para as outras pessoas”, finaliza Aninha.