Sabemos que fazer intercâmbio é trocar experiências - cultural ou profissional. Mas, ele vai além do que simplesmente ir para outro país estudar ou trabalhar. A experiência vivida pelo viajante transforma a sua visão de mundo, sem contar que amplia a sua cultura e faz com que reveja os seus valores e abra a cabeça para novas ideias e crenças. Assim foi com o psicólogo Alex Castanheira Sampaio e Adriana Ribeiro da Silva Sampaio; o casal decidiu fazer um curso de inglês e viver a estonteante Ilha de Malta - localizada no meio do Mar Mediterrâneo - ao sul da Itália.
Mas... Por que ‘viver’ e não simplesmente ‘conhecer’? Alex pontua que vivenciou Malta ao máximo; agarrou avidamente experiências mais ricas e novas; fez parte de uma verdadeira imersão cultural.
“Fizemos um curso de Inglês. Na parte da manhã tínhamos as nossas aulas e, à tarde íamos conviver com a população. Íamos ao mercado fazer compras, ao comércio, estudar no café. Aprendemos a cultura de estudar em café; chegamos há ficar quatro horas no estabelecimento batendo papo, estudando... Essa é a riqueza da viagem - todas as viagens que nós fazemos, procuramos entrar na cultura - sem a agitação do turista... É senti-la e conviver com ela” - diz.
Com dois meses de estadia no país, eles se consideravam verdadeiros malteses, alugaram um flat e utilizavam os ônibus circulares, ou caminhavam até o destino apreciando cada canto do arquipélago. “Em questão de distância, as cidades de lá são como os nossos bairros no Brasil - mudou de bairro aqui, mudou de cidade lá. Conhecemos toda a ilha só de circular; fomos à pitoresca Vila do Popeye, fomos para Medina - uma cidade muito antiga de Malta – e caminhamos pela orla contemplando o amanhecer no mar mediterrâneo”.
Bem como as artes, que exploram a essência daquilo que representam, as viagens são também uma sensível ferramenta para extrair o que de mais autêntico um lugar pode oferecer. De todos os passeios, o mais encantador foi o Mercado de Peixes, na vila dos pescadores chamada ‘Marsaxlokk’.
“Todos os momentos foram encantadores, mas ir para a Ilha dos Pescadores foi mágico; lá tem um dos maiores mercados de peixe do mundo; fomos ao amanhecer do dia e os pescadores estavam chegando com seus peixes, montando as barracas, trazendo a sua história... Ali foi encantador... Foi mágico” - recorda.
A vivência da simplicidade é uma das saudades que o casal trouxe na bagagem e guardará como um souvenir, na prateleira das boas lembranças.
“Viver na Europa é desacelerar - como se você saísse do mundo capitalista e desse conta de que não precisa comprar tantas coisas; lá, o Maltês é rústico. Você percebe que ele não perde tanto tempo como nós com excesso de consumo”.
“As dicas de lugares para visitar é o Mercado do Peixe, a Vila do Popeye e Ilha de Gozo. Mas, caminhar por Malta é o que eu mais faria... Apenas caminhar...” – rememora.