Lifestyle

Afinal, preconceito por conta da idade existe?

O etarismo, termo usado para a discriminação por idade tem crescido e prejudicado a saúde mental de muitas pessoas 

Redação  - Rara Gente 
20/09/21 às 11h00

Chegar à terceira idade com saúde e disposição é um privilégio, mas é comum que quem tenha mais de 50 anos já comece a sentir discriminação por estar envelhecendo. Ouvir frases como: "Você está velho demais para isso!", "Lugar de velho é em casa" ou "Está ficando gagá" começa a fazer parte do cotidiano de muitos idosos.

Essa discriminação passou a ser chamada de etarismo —mas também é chamada de idadismo ou ageísmo— e é bastante comum: de acordo com um relatório elaborado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) uma em cada duas pessoas no mundo já apresentou ações discriminatórias que pioram a saúde física e mental dos idosos.

Procurar uma oportunidade de emprego ou tentar uma nova carreira após os 40 anos pode ser uma tarefa difícil, pois nem sempre os anos de experiência se tornam vantagem em um processo de seleção. O preconceito contra indivíduos, com base em estereótipos associados à idade se chama de etarismo.

Algumas empresas, inclusive, sequer dão oportunidade para pessoas mais velhas participarem dos processos seletivos, colocando uma idade limite como critério nos anúncios de emprego. Isso é crime! Os recrutadores não podem fazer exigências relacionadas a sexo, cor, estado civil, idade, entre outras, na hora de divulgar uma oportunidade, segundo o inciso XXXIII do art. 7º da Constituição Federal.

No entanto, mesmo com a proibição, situações como essas ainda acontecem e entrar no mercado de trabalho pode não ser tão fácil para profissionais mais velhos. De acordo com uma pesquisa do InfoJobs, 70% dos profissionais entrevistados, com mais de 40 anos, dizem ter sido discriminados por causa da idade.

ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO
O crescimento da população idosa está aumentando no Brasil. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país conta com mais de 32,9 milhões de idosos. Entre os anos de 2012 e 2019, houve um aumento de 29,5% na população idosa brasileira. A expectativa é de que o número aumente para 58,2 milhões de idosos em 2060, podendo ocasionar uma inversão na nossa pirâmide etária.

Diante desse cenário, a necessidade de pensarmos a longo prazo fica cada vez mais evidente. Com o envelhecimento da população, o número de profissionais maduros no mercado de trabalho aumentará junto. A lógica das organizações terá que mudar e se adaptar à diversidade de idade! Isso deve ser feito desde agora, com pequenas mudanças. Manter estereótipos de idade irá gerar grandes perdas para as empresas.

A CONVIVÊNCIA INTERGERACIONAL É NECESSÁRIA


Uma das perdas que essa discriminação causa é a falta de convivência intergeracional. A interação entre diferentes gerações oferece uma troca que enriquece o ambiente de trabalho e leva aprendizado a toda a equipe. Profissionais mais velhos têm muito a contribuir ao mundo empresarial, assim como os novos talentos também chegam com outro viés e olhar. Juntando as características de épocas distintas, as organizações podem obter soluções mais abrangentes e humanas também, e progredir tanto interna quanto externamente. A experiência e a inovação podem caminhar lado a lado.

O diálogo entre os profissionais maduros e os profissionais recentes é o que gera diferencial para a empresa. É um exercício de compreensão e de escuta mútua, que auxilia os colaboradores a olharem para diferentes visões de mundo sem julgamento. Afinal, é o fator humano que nos torna diferentes.

O etarismo não pode mais ter espaço. Pensar na integração e convivência entre diversas faixas etárias não é apenas beneficiar a sua empresa, mas também contribuir para a sua equipe como seres humanos. Com empatia nós chegamos longe, ajudamos a sociedade e transformamos profissionais.

(*) Com informações de Uol.com

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
VEJA TODOS OS DESTAQUES
ÚLTIMAS EM LIFESTYLE
RARA Gente - A mais tradicional revista de Três Lagoas
Editor responsável:
Ivete Binda Mendonça
agitta@agitta.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.