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63 anos de Madonna: Um dos símbolos de empoderamento feminino

A rainha do pop e a quebra de tabus, veja momentos marcantes de sua carreira

Thais Dias  - Rara Gente 
16/08/21 às 10h22
Conheça a trajetória da diva pop (Foto: Reprodução)

Mesmo quem não gosta do estilo pop na música em algum momento da vida mesmo que sem querer ouviu um hit da diva. Sua influência seja em cima dos palcos ou fora a tornou uma majestade. Defensora do movimento LGBT e do empoderamento feminino Madonna sem dúvidas foi e é um divisor de águas para uma geração. 

Mostrou a que veio 

Em 1983, com o lançamento de “Madonna”, primeiro álbum da cantora, que tinha músicas como Lucky Star e Holiday. Na época, ela já demonstrava uma atitude única, que presava a liberdade e o empoderamento, fatores que lhe deram destaque no cenário mundial. Em 1989, com o álbum “Like a Prayer”, ela mostrou de fato para que veio e começou a defender ideias por meio de suas músicas.

Um dos mais importantes e marcantes hinos da carreira da diva foi Express Yourself, uma música feminista que fala sobre como as mulheres precisam se colocar em primeiro lugar e sobre como é melhor estar sozinha do que ao lado de um cara que não presta ou não a valoriza.

Pavimentando a estrada para as próximas gerações 

Em 1990, durante a turnê “Blond Ambition”, Madonna começou a pisar no território da sexualidade da mulher. Nesses shows é que ela usou seu clássico sutiã de cone, desenhado pelo estilista Jean-Paul Gaultier.

Essa lingerie influencia as cantoras até hoje: Ariana Grande usou um sutiã pontudo no clipe de God is a Woman; Katy Perry brincou com um sutiã de chantili em California Girls; e Lady Gaga arrasou com um modelo de metralhadora no clipe da música Alejandro.

Militante é seu sobrenome 

Nos anos 90, a Aids era conhecida como a “doença gay”, termo muito usado nas manifestações anti-LGBT. O fato fazia essa comunidade sofrer muito preconceito – muito mais do que ainda sofre atualmente. Para apoiar essas pessoas e conscientizar a população, Madonna contratou dançarinos abertamente gays para se apresentar durante as performances, além de criar uma campanha sobre o assunto.

A cantora Nancy Whang, da banda LCD Soundsystem, lembrou o impacto que Madonna lhe causou ao defender a cultura gay: “O álbum ‘Like a Prayer’ chegou até mim com um bilhete escrito por Madonna – eu me lembro claramente de abri-lo e da ternura com que foi redigido –, declarando que todos com Aids mereciam respeito e compaixão, ‘independente de sua orientação sexual’. Na época, Madonna foi acusada em entrevistas de ser irresponsável por causa de seu apoio à cultura gay, mas ela confrontou os entrevistadores homofóbicos com tanta ferocidade, como uma leoa protegendo seus filhotes. Isso teve um grande impacto em mim”, disse em entrevista ao The Guardian.


Meu corpo, minhas regras 

Em 1992, Madonna seguiu defendendo o feminismo e, com seu CD “Erotica”, começou a falar sobre como as mulheres deveriam poder expressar sua sexualidade abertamente, assim como os homens sempre puderam, sem que isso fosse um tabu.

Causando polêmica, o single homônimo do álbum só podia passar depois da meia-noite nos programas de TV, por ser uma música sobre fetiches.

Provando que a idade é apenas um número 

"Se eu fosse um homem, não estaríamos discutindo a minha idade", disse Madonna ao dar uma entrevista ao programa Fantástico da rede Globo. 

Na época a rainha do pop namorava o modelo, Jesus Luz e sofria constantes ataques, pois o modelo era mais jovem que nossa rainha. 

Além de tudo que foi citado, Madonna é:

A única artista da lista da Billboard de “artistas que mais venderam discos” que ainda lança coisa nova;
A mulher que mais vendeu discos na História, com mais de 300 milhões de cópias;
A artista solo que mais lucrou em turnês.
 

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