Gastronomia

Cozinha com propósito

Para a gastróloga Mariana Santos Barison, a comida está associada ao prazer, à convivência em comunidade e sociedade e, principalmente, às diferenças culturais

Rara Gente - Da redação
16/01/22 às 09h00

Quando criança, Mariana Santos Barison, 28 anos, se encostava ao lado da mãe enquanto ela
cozinhava. Queria saber de tudo e entender a importância de cada ingrediente. “Como éramos cinco crianças e meus pais não tinham condições de levar a gente para comer nos restaurantes minha mãe fazia muitas receitas em casa, como pizza, massa de macarrão, pães, bolos, docinhos. Esses foram meus primeiros contatos com a comida e a cozinha”.

Mariana é casada há oito anos com a ilustradora e designer gráfi ca Naiane Quirino de Biazi, é bacharel no curso de Direito pela Unitoledo na cidade de Araçatuba/SP, no entanto, apesar da futura carreira de advogada, decidiu trocar o ambiente do escritório pela cozinha e os temperos. “Mudar de profissão foi uma virada essencial na minha vida, cozinhar me completa e me estimula. O ato de cozinhar é ‘mágico’, transformar ingredientes em pratos, usar técnicas para mudar aroma, sabor e textura é algo que faz eu me apaixonar cada dia mais, além de trazer sensações e lembranças de lugares que já passei e pessoas que já convivi”, diz.

No ano de 2020 a cozinheira formou-se em Gastronomia e em junho de 2021 concluiu a pós-graduação em Cozinha Contemporânea. Entre os planos pós-formatura estavam viajar e conhecer outras culturas e culinárias regionais, contudo, estes sonhos foram adiados devido à pandemia da Covid-19. “Foi um ano bem conturbado de pandemia somente com aulas virtuais, sem poder usar a cozinha ou até mesmo trabalhar em algumas. Queria terminar a faculdade e rodar por aí fazendo cursos, expandindo meus conhecimentos e me desafiando, seja com grandes chefs em grandes cozinhas, até mesmo em cozinhas comunitárias, em lugares de extrema pobreza”.

Ela acredita muito em uma culinária mais inclusiva, onde pessoas possam ter oportunidades não só de crescer, mas também de experimentarem e se sentirem parte de uma sociedade que só evolui quando se refere à culinária. “Como disse o Professor Dr. Carlos Antonio dos Santos: “Alimentar-se é um ato nutricional, mas comer é um ato social”. Eu levo esse lema para minha vida, acredito muito na boa alimentação, aquela que fortalece a mesa dos brasileiros todos os dias, que nutre o corpo, que evita doenças e erradica a fome. Mas também acredito que todos têm o direito de experimentar e ter acesso a pratos e ingredientes que, muitas vezes são privados da vida de pessoas menos favorecidas economicamente”.

“Fica para nós, cozinheiros, chefs, professores e profissionais da área da gastronomia a missão
de ‘desgoumertizar’ nossas comidas, não inserir mais barreiras sociais e buscar meios de realizar um trabalho que nutra e ofereça experiências para todos e quaisquer classes. A comida está associada ao prazer, a reunião de família e amigos, a convivência em comunidade e sociedade e, principalmente, as diferenças culturais”.

Nhoque de Abobora Cabotiá com molho All’ arrabiata

Ingredientes:

Um quilo de abóbora Cabotiá
Um ovo
Queijo parmesão ralado a gosto
Sal a gosto
Duas xícaras de chá de farinha de trigo
Três dentes de alho amassado
Uma cebola grande picadinha em cubos
Uma pimenta dedo de moça grande in-natura picadinha
Cinquenta gramas de manteiga sem sal
Um quilo de tomates bem maduros
Três xicaras de água
Azeite

Modo de preparo do nhoque:

Enrole a abobora em papel alumínio e coloque no forno para assar em 200 º C até que ela amoleça por dentro.
Retire do papel alumínio, retire a casca e amasse bastante até desmanchar toda a abóbora.
Adicione a farinha, o ovo e tempere com sal.
Misture bastante até ficar bem homogêneo e com liga para enrolar.
Sobre a mesa enfarinhada, faça cordões com a massa e corte os nhoques no tamanho desejado e reserve.

Modo de preparo do molho:

Coloque os tomates em agua quente até que a pele comece a desgrudar.
Tire a pele de todos os tomates e bata no liquidificador até ficar bem homogêneo. 
Frite o alho, a cebola e a pimenta no azeite e logo em seguida coloque o tomate batido.
Coloque a agua e deixe o fogo médio. Espere até que o molho reduza de quantidade e encorpe.
Quando estiver reduzido e pronto, desligue o fogo, coloque a manteiga tempere com sal e pimenta do reino.

Finalização e montagem:

Cozinhe o nhoque na agua quente até que suba a superfície, ou também pode selar o nhoque em fogo baixo na frigideira (com azeite ou óleo) até que a farinha cozinhe. Coloque os nhoques em um prato - se tiver branco melhor, as cores se destacam. Coloque com cuidado o molho em cima do nhoque para não sujar todo o prato, e finalize com queijo parmesão a gosto.

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