Segundo Neuci Luzia, Geovana foi diagnosticada aos 9 anos, 3 anos após surgimento dos primeios sintomas - manchas "café com leite" na pele e atrofia das unhas. "Desde então passei a procurar médicos para descobrir o que eram as manchas de pele e porque as unhas dela atrofiaram. Aqui em Três Lagoas não tivemos resposta, fomos para Campo Grande onde também não houve uma conclusão de diagnóstico. Neste período, entre muitos questionamentos e poucas respostas, conheci uma pessoa nas redes sociais que nos encaminhou para São José do Rio Preto, no estado de São Paulo, onde ela ficou internada 30 dias e só então foi diagnosticada", diz a mãe.
A pequena Geovana sofre de Disceratose Congênita associada a Aplasia Medular. A Disceratose é uma desordem degenerativa rara, caracterizada pela pigmentação da pele, unhas atróficas, leucoplasia e falência da medula óssea – tecido liquido-gelatinoso que preenche a cavidade interna de vários ossos e fabrica os elementos figurados do sangue como as hemácias, leucócitos e plaquetas.
A aplasia na medula óssea é uma das formas mais severas de aplasia, termo usado para descrever uma falha no desenvolvimento de tecidos ou órgãos. O paciente com a doença não produz as células sanguíneas em quantidades suficientes, necessitando receber transfusões para controlar a anemia grave.
Segundo estudos científicos, a probabilidade de localizar um doador compatível é de 1 para 100 mil, sendo maior entre os parentes de primeiro grau. No entanto, Neuci e a irmã de Geovana não são compatíveis. Acredita-se que o genitor da menina possa ser 100% compatível, e assim salvar a vida da pequena.
"Ela não podia passar pelo transplante de medula em São José do Rio Preto, então foi encaminhada para Ribeirão Preto", diz Neuci sobre a única chance de salvar Geovana. Devido a pandemia, a menina faz as transfusões aqui em Três Lagoas até aparecer um doador compatível.
